15/02/2021 18h34
Bolsas de NY fecham em alta, apoiadas por quadro político nos EUA e sinais do Fed
Os mercados acionários de Nova York fecharam com ganhos, ainda apoiados pelo quadro polÃtico em Washington que se desenha após a eleição desta semana nos Estados Unidos. Além disso, à tarde os Ãndices renovaram máximas, em meio a declarações do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que reafirmou o compromisso em usar a polÃtica monetária para apoiar a atividade no paÃs.
O Ãndice Dow Jones fechou em alta de 1,95%, em 28.390,24 pontos, o S&P 500 subiu também 1,95%, a 3.510,45 pontos, e o Nasdaq avançou 2,59%, a 11.890,93 pontos.
A grande possibilidade de um cenário de poder dividido entre democratas e republicanos na Casa Branca e no Congresso nos EUA agradou investidores, já que isso pode atrapalhar ou mesmo impossibilitar planos dos democratas de impor mais regulações e elevar impostos corporativos.
O ex-vice-presidente Joe Biden aparecia à frente na apuração, mas não estava claro se venceria o atual presidente, Donald Trump, em disputa apertada em vários Estados cruciais.
Entre os destaques desta quinta-feira, estiveram ações dos setores de tecnologia e serviços de comunicação, que podem se beneficiar diretamente do quadro polÃtico. Apple subiu 3,55%, Microsoft avançou 3,19% e Facebook, 2,54%.
Além disso, o Fed manteve a polÃtica monetária, como esperado, e disse que seguirá com suas compras de bônus e outros instrumentos para apoiar o quadro.
O presidente do banco central americano, Jerome Powell, disse que foram discutidos eventuais ajustes no programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês) e comentou que deve ser necessário mais apoio monetário e fiscal para os EUA, no quadro ainda de problemas causados pela pandemia da covid-19 e sem um fim claro para a crise de saúde à vista.
A Capital Economics avaliou em relatório que, se a divisão polÃtica se confirmar, o Fed pode se ver compelido a agir mais para apoiar a retomada.
Nesta quinta, os EUA ultrapassaram a marca de 100 mil casos diários da covid-19, novo recorde, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins.
Já no noticiário corporativo, o balanço da General Motors agradou e a ação subiu 5,48%.
Fonte: Estadão Conteúdo