13/03/2023 18h00
Bolsas de NY fecham mistas, com repercussão de falências de SVB e Signature
Os mercados acionários de Nova York fecharam mistos nesta segunda-feira, 13, em pregão marcado pela volatilidade em meio à crescente aposta de que a quebra de Silicon Valley e Signature Bank levem a uma postura menos rÃgida do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). As expectativas de fim do aperto monetário impulsionaram o setor de tecnologia, mas os papéis de bancos ficaram sob forte pressão, sobretudo os regionais.
O Ãndice Dow Jones fechou em queda de 0,28%, aos 31.819,14 pontos, o S&P 500 cedeu 0,15%, aos 3.855,76 pontos e o Nasdaq subiu 0,45%, aos 11.188,84 pontos.
As bolsas norte-americanas iniciaram o pregão estendendo as perdas da semana passada, mas viraram para o azul no fim da manhã, apoiadas por gigantes como Apple e Microsoft, que fecharam em alta de 1,33% e 2,14%, respectivamente. Já a empresa de biotecnologia Seagen saltou 14,51%, após anúncio de compra por parte da Pfizer.
Entretanto, os temores por uma crise no setor bancário seguiu ao longo do dia, com o Ãndice Nasdaq interrompendo negociações do Signature Bank, que foi fechado no domingo por reguladores americanos, diante do que consideram "risco sistêmico". Pouco antes de interromper as negociações, o banco operava em queda de 22,87%.
Entre os grandes bancos listados em Nova York, as maiores quedas foram observadas no Citigroup, que teve queda de 7,45%, seguido pelo Wells Fargo, que caiu 7,13%. Bancos regionais listados em Nova York também amargaram as perdas, com temores de que ocorra uma crise similar a de 2008. O Western Alliance despencou 47,06%, ao passo que o First Republic Bank amargou perdas de 61,83%.
Na visão da analista de mercado Tina Teng, da CMC Markets, a crise do SVB ainda não está perto de terminar de afetar os mercados. Primeiro porque o Tesouro americano deverá fornecer mais dinheiro para apoiar depósitos, o que pode levar a uma reviravolta da polÃtica monetária do Fed. Em segundo lugar, segundo análise, existem outros pequenos bancos semelhantes ao SVB que podem enfrentar problemas semelhantes em meio à s altas dos juros.
"O colapso do SVB reflete que os fundos de risco, principalmente em tecnologia, são geralmente o setor mais vulnerável por trás dos rápidos aumentos das taxas dos bancos centrais, pois fica difÃcil para eles gerenciar os riscos das taxas de juros", destaca a analista, indicando que pequenos bancos podem não possuir o gerenciamento de risco necessário para se prepararem para mudanças macroeconômicas.
Fonte: Estadão Conteúdo