05/11/2019 20h40
Bolsas de NY fecham sem direção única com dúvidas sobre acordo China-EUA
As bolsas de Nova York fecharam a terça-feira sem direção única, em dia marcado por mudanças no humor dos investidores em relação ao esperado acordo comercial entre Estados Unidos e China. Pela manhã, o otimismo dos mercados era sustentado por notÃcias de que governo dos EUA estava considerando retirar algumas tarifas de importação para os chineses. Mais tarde, no entanto, informações de fontes ligadas à s negociações assinalavam que os chineses esperam compromissos "sólidos" dos Estados Unidos com relação à retirada dessas tarifas, o que diminuiu o apetite por risco. Mesmo assim, os Ãndices Nasdaq e Dow Jones bateram recordes históricos de fechamento.
O Dow Jones fechou em alta de 0,11%, a 27.492,63 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,12%, a 3.074,62 pontos. O Nasdaq oscilou entre perdas e ganhos bem próximo ao fechamento e encerrou o dia em leve alta de 0,02%, a 8.434,68 pontos. Os três Ãndices ainda bateram recorde histórico intraday, com o Dow Jones em 27.560,36 pontos, o Nasdaq em 8.457,39 pontos e o S&P 500, em 3.083,95 pontos.
A valorização das ações da Boeing foi determinante para o novo recorde do Ãndice Dow Jones. Os papéis subiram 2,05%, depois que o presidente do conselho de administração da gigante aérea, Dave Calhoun, disse que o conselho confia no executivo-chefe da companhia, Dennis Muilenburg, em meio a pedidos, no Congresso americano, para que o executivo renuncie após dois acidentes fatais com o modelo 737 MAX.
As especulações em torno das negociações China-EUA contribuÃram para o vaivém das bolsas de Nova York nesta terça-feira. Primeiro houve um otimismo considerado por analistas como "infundado", após reportagem do Financial Times indicando que os EUA poderiam retirar tarifas sobre produtos chineses em dezembro. O apetite por risco também foi influenciado pelo Ãndice de atividade de serviços dos EUA, medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês). A leitura de outubro foi acima do esperado ao subir a 54,7, contra expectativa de 53,5.
A situação se reverteu em parte quando uma fonte ouvida pelo South China Morning Post afirmou que Pequim busca compromissos mais "sólidos" de Washington em relação à remoção de tarifas. Sem essa iniciativa, uma visita aos EUA pelo presidente do paÃs asiático, Xi Jinping, seria "politicamente difÃcil". / Com informações da Dow Jones Newswires
Fonte: Estadão Conteúdo