27/07/2018 14h01
Brasil sai de cúpula do Brics sem acordo para trocar imagens de satélite
O governo brasileiro não conseguiu costurar um acordo com os demais paÃses do Brics (Rússia, Ãndia, China e Ãfrica do Sul) para franquear acesso a imagens captadas por satélites nos respectivos territórios. A iniciativa de chegar a um memorando de entendimentos era da China, mas tinha apoio e seria vantajosa para o Brasil, conforme o Itamaraty.
Atualmente, o Brasil tem de comprar as fotografias de seu interesse, embora libere acesso à s imagens de seu novo satélite, o CBERS-4, lançado em parceria com a China no ano passado. O memorando estabeleceria as bases para o intercâmbio das imagens sem custo. As fotos trocadas respeitariam cláusulas de confidencialidade de cada paÃs. A Agência Espacial Brasileira participava das conversas.
A expectativa da diplomacia era que o memorando em "cooperação sobre constelação de satélites sensoriais remotos" fosse uma das principais conquistas brasileiras, se tivesse aprovação dos cinco paÃses. Ele poderia entrar em vigor rapidamente, porque independe de aprovação congressual.
Questionado sobre os motivos que travaram a assinatura do documento durante a 10ª Cúpula dos Brics na Ãfrica do Sul, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, desconversou: "Os acordos que nós querÃamos assinar nos assinamos".
O Brasil assinou um acordo com o Novo Banco do Desenvolvimento para instalação de uma sucursal em São Paulo, com uma representação em BrasÃlia. Também chegou a um memorando de entendimentos técnico sobre cooperação em aviação regional interna de cada paÃs. A Embraer poderá ser beneficiada na prospecção de mercados e troca de informações operacionais.
Fonte: Estadão Conteúdo