16/05/2018 19h30
Caminhoneiros fazem paralisação no Porto de Santos
Caminhoneiros protestaram nesta quarta-feira, 16, contra os aumentos nos preços do óleo diesel impedindo o acesso de veÃculos ao Porto de Santos. Segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o protesto atrapalhou o transporte de carga para o local, mas não houve incidentes. "O acesso de veÃculos rodoviários de carga à s instalações do Porto de Santos ficou comprometido, apesar de o sistema de agendamento de caminhões, realizado previamente, ter acusado forte redução na demanda, já em virtude do protesto anunciado", disse a Codesp em nota. "O movimento afetou significativamente as operações de recepção e entrega de mercadorias pelos terminais." Já as operações de carga e descarga de navios ocorreram normalmente, conforme a Codesp. A companhia ressaltou que não houve registro de qualquer incidente decorrente das manifestações na área portuária.
De acordo com a Codesp, os manifestantes se concentraram sobretudo em dois pontos: na rotatória da Alemoa e ao longo da Rua Xavier da Silveira. Nesses locais houve maior fiscalização por parte da Guarda Portuária (Gport) e da PolÃcia Militar (PM). A Codesp informou, ainda, que nesta quinta-feira, 17, será realizado balanço a partir dos dados consolidados pelo sistema de agendamento, quando será possÃvel ter uma dimensão do represamento do tráfego de cargas pelo modal rodoviário.
Na segunda-feira, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) ameaçou fazer uma paralisação geral em nÃvel nacional dos transportadores caso não obtenha apoio do governo federal para as suas reivindicações sobre o custo do diesel. A associação protocolou ofÃcio na Presidência da República e Casa Civil para cobrar medidas do governo contra os aumentos do combustÃvel e pela redução dos tributos sobre o diesel, segundo nota. A associação sugere que o governo federal crie um Fundo de Amparo ao Transportador Autônomo destinado ao custeio de um programa para aquisição de diesel ou um sistema de subsÃdio para aquisição do combustÃvel por parte dos transportadores autônomos.
Segundo a nota, as recentes paralisações feitas em rodovias do PaÃs refletem o desespero e a insatisfação da categoria, "que não tem seus pleitos ouvidos pela governo". "Além da correção quase que diária dos preços dos combustÃveis realizada pela Petrobras, que dificulta a previsão dos custos por parte do transportador, os tributos PIS e Cofins, majorados em meados de 2017 com o argumento de serem necessários para compensar as dificuldades fiscais do governo, são o grande empecilho para manter o valor do frete em nÃveis satisfatórios."
Fonte: Estadão Conteúdo