21/05/2018 08h40
Caminhoneiros paralisam rodovias pelo País contra aumento nos preços do diesel
Caminhoneiros paralisam algumas rodovias pelo PaÃs nesta segunda-feira, 21, em protesto contra o aumento nos preços do diesel. A categoria já havia prometido a paralisação na semana passada se não fossem atendidas uma série de reivindicações apresentadas ao governo federal.
Os caminhoneiros querem a redução da carga tributária sobre o diesel. Reivindicam a zeragem da alÃquota de PIS/Pasep e Cofins e a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no DomÃnio Econômico). Os impostos representam quase a metade do valor do diesel na refinaria. Segundo eles, a carga tributária menor daria fôlego ao setor, já que o diesel representa 42% do custo da atividade.
Na manhã desta segunda-feira, são registrados atos em ao menos sete Estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, EspÃrito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul.
Em São Paulo, na zona leste da capital, a Avenida Jacu-Pêssego, no sentido Ayrton Senna, próximo à Rua Jaime Ribeiro Wrigth, estava com duas faixas interditadas por volta das 8h, de acordo com informações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Na Marginal Pinheiros, zona sul, no sentido Castelo Branco, pouco depois da Ponte Octavio Frias de Oliveira (Estaiada), a manifestação ocupava quatro faixas no mesmo horário.
Em razão dos reajustes diários no diesel, os caminhoneiros autônomos dizem estar trabalhando no limite. Nos últimos 12 meses, o diesel subiu 15,9% no posto. O aumento é resultado da nova polÃtica de preços da Petrobras, que repassa para os combustÃveis a variação da cotação do petróleo no mercado internacional, para cima ou para baixo.
A reivindicação dos caminhoneiros é apoiada pelos donos de postos de combustÃveis, que dizem estar perdendo margens com os aumentos de preços. Segundo o presidente da FecombustÃveis, Paulo Miranda Soares, o setor vai sugerir ao governo a redução dos impostos sobre os combustÃveis e também que a Petrobras faça o reajuste em intervalos maiores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo