20/07/2022 13h30
Carlos França sinaliza que Brasil quer debater flexibilização do Mercosul
Em meio à s divergências causadas pelas negociações bilaterais entre Uruguai e China, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos França, sinalizou nesta quarta-feira, 20, que o PaÃs está aberto a debater flexibilizações nas regras do Mercosul que não coloquem em risco a integração do bloco.
"Estamos dispostos a discutir com os demais sócios - nas instâncias apropriadas - formatos e mecanismos flexÃveis que atendam à s especificidades de paÃses e preservem elementos centrais do bloco", afirmou, na reunião do Conselho de Mercado Comum (CMC) do bloco.
O chanceler uruguaio, Francisco Bustillo, insistiu com a flexibilização de regras para a celebração de acordos bilaterais, hoje proibidas pelo Mercosul. O Uruguai anunciou na semana passada a abertura de tratativas para um acordo de livre comércio com a China, que Bustillo qualificou como transparentes.
"Necessitamos uma agenda externa ambiciosa que nos permita realizar acordos com atores importantes do comércio internacional, de maneira conjunta com os demais membros do Mercosul, mas, caso não seja possÃvel, de forma individual por cada paÃs", enfatizou. "Mantemos nossa posição por negociar acordos com terceiros paÃses ao mesmo tempo em que mantemos nosso compromisso com a integração regional", acrescentou.
Já o chanceler argentino, Santiago Cafiero, manteve a posição firme do paÃs em defesa das regras do Mercosul que desde o ano 2000 obrigam que qualquer negociação com terceiros paÃses devem ser realizadas em bloco. "Modernizar o Mercosul não é agir unilateralmente, mas atuar dentro melhor conjuntamente. A negociação em bloco é mais complexa e demanda mais tempo, mas é a melhor estratégia", argumentou.
Fonte: Estadão Conteúdo