11/06/2018 18h12
CBIC: preços do cimento e do aço subiram nos últimos dias por combustível e frete
A lista de insatisfeitos com a polÃtica de preços da Petrobras continua crescendo. Após caminhoneiros, o setor da construção civil foi ao Palácio do Planalto reclamar diretamente com o presidente Michel Temer dos reajustes frequentes pela estatal petroleira. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), José Carlos Martins, deu como exemplo o aumento recente de 5% no preço do cimento e de 3% no aço gerado em razão dos combustÃveis mais caros. Martins alertou que a manutenção dessa polÃtica pela estatal pode gerar desemprego na construção.
Após a reunião com Temer, Martins alertou aos jornalistas que, se a polÃtica de preços da Petrobras for mantida, será preciso adotar algum ajuste para que "as construtoras sobrevivam".
O grande problema levado a Temer é o descasamento entre custos em alta e a dificuldade contratual de repassar o aumento aos clientes. O caso mais grave ocorre nas obras do setor público. "Como eu vou incluir no preço de um projeto um aumento de 20% ou 30% como ocorrido recentemente? O Tribunal de Contas da União (TCU) certamente vai dizer que é superfaturado", disse, ao citar como exemplo grandes obras. No caso das pessoas fÃsicas, construtoras podem repassar o aumento a cada ano. "Tenho que esperar 12 meses. Não há empresa que aguente", reclamou.
"Não tem como prever algo tão maluco como essa polÃtica de preços. É preciso ter o mÃnimo de previsibilidade", disse, ao reclamar do monopólio da Petrobras no setor do petróleo no Brasil. "Não se pode compreender uma empresa à mercê da concorrência", disparou, ao pedir uma polÃtica de preços "no mÃnimo regulada" para os combustÃveis. Martins disse que tratou da polÃtica de preços da Petrobras e não da tabela de fretes adotada atabalhoadamente pelo governo.
O presidente da entidade reconheceu, porém, que os dois temas são relacionados e disse que a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o tabelamento do frete "pode ser uma saÃda" para o problema dos fretes.
Fonte: Estadão Conteúdo