05/12/2018 15h10
Centrais sindicais repudiam anúncio de fim do Ministério do Trabalho
Cinco das principais centrais sindicais do PaÃs manifestaram nesta quarta-feira, 5, repúdio ao anúncio, pela equipe de transição do governo de Jair Bolsonaro, da extinção do Ministério do Trabalho (MT). Em nota conjunta, antecipada ao Broadcast, sistema de notÃcias em tempo real do Grupo Estado, disseram que o fim da pasta "é preocupante". "Para a classe trabalhadora, isto representará um retrocesso polÃtico que vai resultar em enormes prejuÃzos aos trabalhadores da ativa, aos aposentados e aos pensionistas", afirmaram.
A fiscalização do trabalho em condição análoga à escravidão, liderada pelo MT, foi lembrada, assim como a definição de medidas para prevenir acidentes de trabalho. "A importância e a relevância polÃtica do MT são inquestionáveis", reforçaram.
Para os sindicalistas, a possibilidade de transferência do registro sindical para o Ministério da Justiça "tem o claro propósito de criminalizar a ação sindical". "O Brasil precisa de um Ministério do Trabalho técnico, forte, parceiro e protagonista na luta contra a recessão e pela retomada do crescimento econômico do PaÃs, com respeito aos direitos sociais, previdenciários e trabalhistas da classe trabalhadora, geração de empregos, distribuição de renda e inclusão social", disse a nota.
A declaração recente do presidente eleito, Jair Bolsonaro, de que "é horrÃvel ser patrão no Brasil" foi criticada. "Reflete sua falta de consideração e demonstra total desconhecimento da situação causada pela reforma trabalhista, que resultou em perda de direitos e não gerou empregos no PaÃs", argumentaram as centrais sindicais. "É lamentável que, em uma nação com 13 milhões de desempregados, o presidente eleito faça tal declaração para agradar apenas aos empresários, que financiaram e apoiaram sua eleição."
Assinaram a nota a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical, a Central dos Trabalhadores Brasileiros (CTB) e a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST).
Fonte: Estadão Conteúdo