28/06/2021 15h40
Colchão de liquidez fecha maio em R$ 1,036 trilhão, mostra Tesouro
O Tesouro Nacional encerrou o mês de maio com R$ 1,036 trilhão no chamado "colchão da dÃvida", a reserva de liquidez feita para honrar compromissos com investidores que compram os tÃtulos brasileiros. O valor observado é 6,93% maior em termos nominais que os R$ 969,27 bilhões que estavam na reserva em abril. O montante ainda é 59,42% maior que o observado em maio de 2020 (R$ 650,16 bilhões).
"O nÃvel atual é suficiente para 9,6 meses à frente de vencimentos. Cabe destacar que nos próximos 12 meses haverá vencimentos estimados em R$ 1,170 trilhão", informou o Tesouro.
A divulgação do valor exato do "colchão da dÃvida" foi adotada no inÃcio deste ano e é uma iniciativa do Tesouro para elevar a transparência sobre esse dado, que serve de termômetro para saber se o PaÃs tem recursos para pagar seus investidores ou precisará recorrer rapidamente ao mercado para reforçar o caixa.
No inÃcio da pandemia da covid-19, o elevado colchão de liquidez foi essencial para que o Tesouro pudesse se abster de emitir grandes volumes de tÃtulos num momento de forte volatilidade do mercado, o que poderia resultar em custo elevado de financiamento.
No ano passado, o Tesouro encerrou com um colchão da dÃvida até acima do observado em 2019, após aproveitar uma janela favorável para emissões no fim do ano.
O objetivo agora é manter, ao longo de 2021, o colchão de liquidez acima de seu nÃvel prudencial. O Tesouro Nacional ressalta ainda que não define metas para o tamanho mÃnimo da reserva de liquidez.
Fonte: Estadão Conteúdo