28/06/2022 08h50
Confiança da Indústria cresce 1,5 ponto em junho, a 101,2 pontos, afirma FGV
O Ãndice de Confiança da Indústria (ICI) cresceu 1,5 ponto em junho, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com a terceira alta consecutiva, o Ãndice atingiu 101,2 pontos, o nÃvel mais elevado desde novembro de 2021 (102,1 pontos). Entre julho do ano passado e março de 2022, o ICI acumulou uma queda de 13 pontos.
O avanço em junho foi puxado tanto pela avaliação do presente quanto pelas perspectivas do setor. O Ãndice de Situação Atual (ISA) subiu 1,9 ponto, para 102,3 pontos, enquanto o Ãndice de Expectativas (IE) teve alta de 1,2 ponto, para 100,2.
"Observa-se aumento da satisfação em relação à situação presente dos negócios e avaliações muito positivas quanto à demanda externa, com destaque para o bom momento dos segmentos de consumo não durável e intermediário", diz o economista do Ibre/FGV Stéfano Pacini, em nota. "Na ótica das expectativas as previsões são otimistas no horizonte de três meses, mas ainda cautelosas no de seis, uma diferença possivelmente decorrente da preocupação com a escalada inflacionária e dos juros internos, além do previsÃvel aumento da incerteza durante o perÃodo eleitoral."
O NÃvel de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), por sua vez, subiu 0,6 ponto porcentual, a 81,4%, o maior nÃvel desde junho de 2014.
Nas aberturas do ISA, o melhor desempenho se deu no indicador que mede o grau de satisfação com o nÃvel de demanda por produtos industriais, que avançou 3,2 pontos, para 102,9 pontos, alcançando a maior marca deste ano. A percepção dos empresários com relação à situação atual dos negócios cresceu 1,9 ponto, para 105,6 pontos, o maior nÃvel desde outubro de 2021 (106,2 pontos). Após avançar 8,4 pontos em abril, o indicador que mede o nÃvel dos estoques recuou 0,2 ponto em junho, para 101,9 pontos - quando acima de 100 pontos, esse indicador sinaliza que a indústria está operando com estoque além do desejável.
Entre os componentes do IE, a produção prevista para os três meses seguintes registrou expansão de 2,4 pontos, para 102,9, o maior nÃvel desde dezembro de 2020 (110,4 pontos). Os indicadores de tendência dos negócios para os próximos seis meses e emprego previsto para os próximos meses tiveram altas de 0,6 ponto e 0,8 ponto, respectivamente, para 95,2 pontos e 102,6 pontos.
Fonte: Estadão Conteúdo