24/10/2019 09h40
Confiança do consumidor cai 0,3 ponto em outubro ante setembro, diz FGV
A confiança do consumidor caiu 0,3 ponto em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal, informou nesta quinta-feira, 24, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com a queda, a primeira após duas altas seguidas, o Ãndice de Confiança do Consumidor (ICC) alcançou 89,4 pontos. Em médias móveis trimestrais, o Ãndice subiu 0,4 ponto este mês.
Segundo a FGV, a Sondagem do Consumidor de outubro mostrou que a percepção das famÃlias sobre o estado geral da economia é "dúbia". "A avaliação sobre a situação da economia no momento atual parece ser dúbia e por isso os indicadores que refletem perspectivas futuras continuam voláteis. As expectativas sobre a situação financeira melhoraram, mas as intenções de compras só se mantiveram mais altas para os consumidores de maior poder aquisitivo", diz nota divulgada pela FGV.
Em outubro, o Ãndice de Situação Atual (ISA), uma das duas componentes do ICC, ficou estável, com 77,4 pontos, enquanto o Ãndice de Expectativas (IE) caiu 0,4 ponto, para 98,3 pontos, "se mantendo em patamar ainda abaixo do nÃvel neutro de 100 pontos pelo sétimo mês consecutivo".
Dentro do IE, o subÃndice que mede o grau de otimismo com a situação econômica futura foi o que mais contribuiu para a queda da confiança deste mês, após recuar 1,5 ponto, para 114,3 pontos, o menor nÃvel desde junho passado (111,9 pontos), mas acima do nÃvel considerado neutro. Na contramão, o subÃndice que mede a satisfação do consumidor sobre o momento atual da economia avançou 0,8 ponto, para 83,1 pontos, o maior nÃvel desde março deste ano (83,5 pontos).
A sondagem também apontou para uma piora nas percepções sobre a situação financeira das famÃlias no presente. O indicador que mede a avaliação desse quesito no momento atual diminuiu pela segunda vez seguida, de 73,1 pontos em setembro para 72,3 pontos em outubro. Por outro lado, o indicador que mede o otimismo desse quesito em relação aos próximos seis meses subiu 1,7 ponto, para 101,1 pontos, retornando ao patamar acima dos 100 pontos.
A análise por faixas de renda mostra que houve queda da confiança dos mais pobres (renda familiar mensal até R$ 4,8 mil) e aumento da confiança para os consumidores com renda superior a R$ 4,8 mil. A maior contribuição para a queda do ICC no mês vem da renda baixa (até R$ 2,1 mil), cujo Ãndice caiu 1,5 ponto, para 85,6 pontos, devido a piora das expectativas, principalmente em relação à situação econômica nos próximos seis meses.
O ICC das famÃlias com renda alta (acima de R$ 9,6 mil) subiu 1,6 ponto, para 94,4 pontos, impulsionado por um crescimento da intenção de compras de bens duráveis pelo segundo mês consecutivo.
Fonte: Estadão Conteúdo