18/07/2019 10h50
Confiança dos industriais cresce em julho com melhora de expectativas econômicas
O Ãndice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) teve alta de 0,5 ponto em julho, atingindo 57,4 pontos, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Esse é o segundo aumento consecutivo do indicador, após uma sequência de queda na confiança desde fevereiro deste ano. Nos últimos meses, o Icei acumula alta de 0,9 ponto. Os indicadores da pesquisa variam de zero a 100 pontos. Quando estão acima de 50 pontos indicam empresários confiantes.
A avaliação da CNI é que o otimismo dos industriais aumentou porque as expectativas em relação ao desempenho da economia e das empresas nos próximos seis meses melhoraram. O Ãndice que mede expectativas subiu de 61,7 pontos em junho para 62,1 pontos em julho. As expectativas com relação à economia brasileira, especificamente, cresceram quase um ponto, de 58,7 pontos em junho para 59,6 pontos em julho. Para o gerente-executivo de PolÃtica Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, essa melhora pode estar ligada à s perspectivas de aprovação da reforma da Previdência. "O levantamento cobriu os primeiros dez dias de julho, quando a reforma estava sendo encaminhada para votação com perspectivas bastante positivas de aprovação", afirma.
Apesar do otimismo, a percepção dos empresários industriais sobre a situação atual dos negócios e da economia piorou. O indicador de condições atuais caiu de 47,6 pontos em junho para 47 pontos em julho e continua abaixo da linha dos 50 pontos, o que indica falta de confiança.
A pesquisa revela que, em julho, a confiança dos empresários das pequenas empresas diminuiu 0,4 ponto em relação a junho. Já a confiança dos empresários das grandes e médias empresas aumentou na mesma comparação.
Para Castelo Branco, a confiança é importante porque aponta a predisposição dos empresários para tomar riscos e tocar projetos de investimentos, de aumento de produção e contratação de funcionários. "Um empresário confiante no desempenho da empresa e da economia está disposto a levar à frente seus projetos. Com baixa confiança, ele se torna uma pessoa mais conservadora, mais temerosa do futuro e, portanto, reduz os investimentos", explica o economista em nota divulgada pela CNI.
A pesquisa da CNI foi feita entre os dias 1º e 11 de julho, com 2.391 empresas.
Fonte: Estadão Conteúdo