30/06/2022 14h10
Congresso votará PEC que amplia Auxílio Brasil nesta semana, diz Bolsonaro
O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), reforçou nesta quinta-feira, 30, durante evento de entrega de moradias populares em Campo Grande (MS), que o Congresso votará nesta semana a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a ampliação do AuxÃlio Brasil em R$ 200, de R$ 400 para R$ 600. "É uma ajuda para os mais humildes, mas também para os senhores prefeitos, porque a economia roda em cima desse recurso", disse.
A votação da PEC, que está sob relatoria do senador Fernando Bezerra (MDB-PE), foi adiada para esta quinta-feira, após uma polêmica sobre o alcance do estado de emergência que será decretado para blindar Bolsonaro das restrições da Lei Eleitoral, que impede a criação de programas sociais em ano de eleição.
A proposta, vista como necessária para fortalecer o projeto de reeleição de Bolsonaro, já prevê, além de aumentar o valor do AuxÃlio Brasil, zerar a fila do programa social, estimada em 1,6 milhão de famÃlias; conceder uma "bolsa-caminhoneiro" de R$ 1 mil por mês; dar subsÃdio para garantir a gratuidade a passageiros idosos nos transportes públicos urbanos e metropolitanos; dobrar o vale-gás a famÃlias de baixa renda; e compensar Estados que reduzam as alÃquotas de ICMS sobre o etanol para manter a competitividade do biocombustÃvel em relação à gasolina. Todas as medidas valem somente até o final do ano.
BNDES
Jair Bolsonaro voltou a criticar nesta quinta-feira gestões petistas no que diz respeito à relação com outros paÃses da América do Sul, como Venezuela. "Não queremos que dinheiro via BNDES não vá mais para fora da nossa pátria, não queremos mais que financie ditaduras aqui na América do Sul, Central e paÃses da Ãfrica", cutucou. "Nós começamos a mudar isso desde que assumimos. O nosso BNDES trabalha para nós brasileiros, assim como a Caixa Federal, assim é o Banco do Brasil", afirmou Bolsonaro durante a cerimônia em Campo Grande.
O presidente também falou, durante seu discurso, que atua pelo "progresso" dos povos indÃgenas e trabalha para colocar mais pontos de internet nas aldeias.
Bolsonaro disse ainda que espera a aprovação de um projeto "que está há quase 2 anos dentro do Parlamento para permitir a esses irmãos Ãndios fazerem o que os fazendeiros fazem na terra ao lado".
Em discurso de união, Bolsonaro afirmou que "não há diferença entre nós e os indÃgenas". "Não há diferença entre brancos e negros, não há diferenças entre nordestinos e sulistas, somos todos iguais", emendou, ignorando temas como o racismo e o preconceito no PaÃs.
Fonte: Estadão Conteúdo