22/05/2018 18h10
Correção: Bradesco avalia pagamento à vista a poupador com perdas em planos
As matérias enviadas anteriormente continham incorreções. Diferente do que foi informado, o Banco do Brasil também considera antecipar o pagamento de indenizações a poupadores por planos econômicos, mas por meio da oferta de linhas de crédito nos moldes das que os bancos oferecem para antecipação do 13º salário ou do Imposto de Renda. Segue o texto corrigido:
Além do Banco do Brasil, que anunciou nesta terça-feira, 22, que avalia a possibilidade de formas de antecipar o pagamento aos poupadores pelas perdas com planos econômicos das décadas de 1980 e 1990, o Bradesco informou ao Broadcast, serviço de notÃcias em tempo real do Grupo ESTado, que também cogita o mesmo. A ideia do banco é efetuar, a despeito do cronograma estabelecido no acordo, o pagamento à vista e não por meio de uma linha de crédito.
O Itaú Unibanco foi o primeiro grande banco a anunciar a medida, em março, para correntistas do banco que se enquadrassem nos critérios estabelecidos. Já o Santander Brasil informou na segunda-feira, dia 21, que fará a antecipação dos valores devidos aos poupadores, mas por meio de uma linha de crédito nos moldes das que os bancos oferecem para antecipação do 13º salário ou do Imposto de Renda, com custo de 1,49% ao mês.
Os bancos privados não abrem as provisões que possuem para planos econômicos. Tanto Itaú quanto Bradesco informam, em seu formulário de referência, que o colchão para demandas cÃveis, que incluem as futuras indenizações, é superior a R$ 5 bilhões. Já o Santander contava, ao final de dezembro último com R$ 2,5 bilhões em provável risco de perda decorrente de passivos do contencioso cÃvel. Conforme o banco explica em seu formulário de referência, esse valor está provisionado e o possÃvel risco de perda relacionado a passivos decorrentes do contencioso cÃvel totalizava R$ 1,3 bilhão.
De acordo com o presidente do BB, Paulo Caffarelli, o banco avalia formas de antecipar o pagamento aos poupadores e pode recorrer a ofertas de linhas de crédito assim como o Santander. O banco estatal conta com R$ 4,5 bilhões em provisões para fazer frente ao pagamento aos poupadores. Cálculos feitos pelo JPMorgan, no passado, indicavam que o fator devido à instituição ficaria entre R$ 2,2 bilhões e R$ 3,3 bilhões.
Já a Caixa Econômica Federal informou que 222 mil poupadores podem fazer a adesão junto ao banco público, num valor total de R$ 1,2 bilhão. Segundo a instituição, mais da metade vai receber até R$ 5 mil, patamar em que todos recebem os recursos de uma só vez. Ao final de dezembro, a Caixa somava cerca de R$ 1,5 bilhão para fazer frente às indenizações por conta dos planos econômicos.
Para valores entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, a indenização pode ser feita em uma parcela à vista e duas semestrais. Já acima dos R$ 10 mil, serão pagas uma parcela à vista e quatro semestrais.
Fechado em dezembro do ano passado entre bancos e representantes de poupadores, o acordo sobre as perdas foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inÃcio deste ano. Mais cedo, evento em BrasÃlia, no Palácio do Planalto, marcou o lançamento da plataforma que vai viabilizar a adesão dos poupadores ao acordo com os bancos para que seja feita a indenização das perdas ocorridas com os planos econômicos das décadas de 1980 e 1990. A expectativa do governo é que o pagamento injete entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões na economia brasileira para um total de 3 milhões de pessoas.
Fonte: Estadão Conteúdo