01/06/2018 16h21
Correção: 'Parente colocava interesse da Petrobras acima do nacional', diz Prata
A nota enviada anteriormente contém uma incorreção. César Prata é associado da Abimaq, mas não preside mais o Conselho de Óleo e Gás. Portanto, não é mais porta-voz da entidade. Seguem texto e tÃtulos corrigidos.
Apesar do apoio declarado do presidente da República desde que assumiu o cargo, o agora demissionário Pedro Parente vinha enfrentando oposição crescente de vários setores do empresariado nacional tanto pela polÃtica de desinvestimento quando pela estratégia de redução do conteúdo local nas encomendas. Na avaliação do ex-presidente do Conselho de Óleo e Gás da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamento (Abimaq) César Prata, Parente utilizou "todos os artifÃcios polÃticos que tinha" para colocar os interesses da companhia acima dos interesses nacionais.
"A paralisação dos caminhoneiros expôs a polÃtica de preços da companhia e mostrou para todo o Brasil a estratégia dele para colocar os interesses da Petrobras acima dos interesses nacionais", disse o empresário, que participou das negociações para a nova polÃtica de conteúdo local.
Segundo Prata, como empresário, o trabalho que Parente fez para sanear a empresa não tem nenhum mérito especÃfico, mas ele foi bem sucedido no que Prata chamou de "desmonte da Petrobras". "Como empresário, foi razoável, porque recuperar uma empresa que tem monopólio de mercado e dita os preços é fácil. Agora, na polÃtica de desmonte da empresa, ele foi bem sucedido", ironizou, citando a venda de ativos na área de fertilizantes e de áreas de produção de petróleo e gás.
O representante do setor não acredita, porém, que conseguirá voltar a negociar mais espaço para o setor nas encomendas da empresa nesse governo, apesar a saÃda de Parente. A nova polÃtica de conteúdo local já foi aprovada. "O governo tem essa tônica de abertura. Não é o Pedro Parente, é todo o governo", afirmou.
Fonte: Estadão Conteúdo