13/12/2017 14h10
CUT realiza atos contra reforma e afirma que 'quem votar, não volta'
Com a aproximação do recesso parlamentar e as crescentes tentativas do governo e da classe empresarial em viabilizar a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, ainda em 2017, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), em parceria com a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, está realizando atos no PaÃs para expressar o repúdio à proposta que visa reformular as regras previdenciárias.
"Se houver votação, vamos parar o Brasil, já temos isso decidido. Se Maia botar para votar, no dia e na hora que for, vamos fazer greve", afirmou ao Broadcast (serviço de notÃcias em tempo real do Grupo Estado) o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas. "Tiramos esta semana como aquecimento, um esquenta para preparar a greve, caso vá à votação."
Ele citou que nesse "esquenta", já houve entendimento sobre a greve com os sindicatos do setor de transportes, como ônibus, trem e metrô.
Twitter
Ao mesmo tempo em que são realizados atos, a CUT iniciou uma campanha no Twitter apontando parlamentares que se mostraram favoráveis à proposta e afirmando que "se votar, não volta", em clara menção às eleições do ano que vem.
Até 13h30 desta quarta-feira, 31 parlamentares já haviam sido apresentados nas postagens da central sindical, com destaque para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
O objetivo da campanha, relatou o presidente da CUT Nacional, é lembrar os deputados de que Temer não busca reeleição, enquanto eles correm o risco de perder o mandato ao votar pela aprovação da proposta.
Além de uma foto com o rosto, nome e partido do parlamentar, foi escrita uma mensagem: "O Temer tem 97% de rejeição e quer te levar para o buraco junto com ele, então que fique claro: #SeVotarNãoVolta". A hashtag, inclusive, ocupa a primeira posição entre os assuntos mais comentados no Brasil no momento. "Isso ajuda a mostrar que a população brasileira é contrária à reforma."
'Descaramento'
O jantar promovido na terça-feira pelo governo Temer com empresários foi classificado por Freitas como "descaramento". "Por mais que Temer faça o possÃvel e impossÃvel para comprar votos dos deputados com emendas, pressões e jantares, estamos logrando êxitos, pois Maia não coloca a matéria para votar, já que não tem votos", afirmou.
Ainda assim, a CUT permanece atenta à s movimentações do governo para, em caso de definição de uma data para votação, avançar com os planos de paralisação. "Estamos em estado de greve permanente. Não vamos baixar a guarda, pois sabemos os subterfúgios ilÃcitos e escusos usados pelo governo para conseguir votos dos deputados", comentou.
Fonte: Estadão Conteúdo