18/10/2022 10h00
Dólar recua com apetite por risco no mercado externo
O dólar opera em baixa moderada no mercado local em meio ao apetite por risco persistente no exterior e que pode estar estimulando novos ingressos de capitais estrangeiros no mercado local. Lá fora, o Ãndice DXY do dólar ante moedas rivais sobe, mas a divisa americana opera também sem direção única ante moedas emergentes. Os juros futuros oscilam perto dos ajustes anteriores, influenciados pela deflação do Ãndice Geral de Preços - 10 (IGP-10), queda dos retornos dos Treasuries e em manhã de espera pelos leilões de NTN-B e LFT do Tesouro (à s 11 horas, de BrasÃlia).
As bolsas europeias aceleraram ganhos há pouco, puxadas pelos Ãndices futuros dos mercados acionários de Nova York, após novos balanços trimestrais melhores do que o esperado de grandes empresas americanas, como Goldman Sachs e Johnson & Johnson.
O Ibovespa futuro opera em alta na esteira das bolsas internacionais e ajudado por Vale, em meio avanço dos ADRs em Nova York após a divulgação ontem de dados operacionais do terceiro trimestre de 2022.
A produção de minério de ferro da mineradora atingiu 89,7 milhões de toneladas no terceiro trimestre de 2022, uma alta de 1,1% ante igual perÃodo do ano passado. Na comparação com o segundo trimestre, houve alta de 21%. Os dados de produção da Vale no terceiro trimestre vieram em linha com as expectativas da XP, que destaca a recuperação em metais básicos. Para a corretora, a melhora parece ser um importante ponto de virada para a divisão.
Entre as moedas principais, o euro e a libra recuam ante o dólar em meio a sinais de recessão na Alemanha, após altas ontem. Além disso, os investidores olham falas de dirigentes do BCE. O dirigente da instituição e presidente do BC da Irlanda, Gabriel Makhlouf, disse hoje á Reuters que a economia da zona do euro pode enfrentar uma recessão, mas altas de juros seguem absolutamente necessárias pois a persistentemente alta inflação está prejudicando a região e sua estabilidade.
Já o dirigente e presidente do BC do Chipre Constantinos Herodotou disse nesta terça-feira que o BCE precisa elevar juros várias outras vezes para domar a inflação, mas ressaltou que a instituição está mirando preços no médio prazo e que seus ajustes podem demorar até 18 meses para chegar à economia.
Na agenda de dados, embora tenha subido levemente em outubro, o Ãndice ZEW de expectativas econômicas da Alemanha permanece em nÃvel muito baixo, enquanto a medida de condições atuais caiu mais do que o esperado neste mês, ressalta a economista sênior para Europa da Capital Economics, Franziska Palmas. "Combinado com outras pesquisas, o ZEW aponta claramente que a Alemanha está em recessão", diz Palmas, em nota a clientes.
Às 9h23, o dólar à vista caÃa 0,75%, a R$ 5,2632. O dólar para novembro recuava 0,40%, a R$ 5,2770.
Fonte: Estadão Conteúdo