03/09/2021 09h50
Dólar recua com Campos Neto e 'payroll' no radar
O dólar opera em baixa na manhã desta sexta-feira, 3, em meio à participação do Presidente do Banco Central em premiação do Broadcast/Estadão, que já começou e diante da espera pelo relatório de empregos ("payroll") dos Estados Unidos de agosto, que sai à s 9h30. Campos Neto disse que "existe movimento de reprecificação de inflação para frente no mundo e que pode ter mudança estrutural com pandemia e, por isso, inflação mais prolongada". Para ele, "não importa se retomada é em V ou não, temos PIB em nÃvel pré-pandemia".
No câmbio, a moeda americana está alinhada ao sinal de baixa predominante ante outras divisas emergentes e ligadas a commodities no exterior, após novos indicadores atestando a desaceleração da economia na China e na Europa.
Contudo, preocupações fiscais persistem, com crise hÃdrica pressionando ainda mais a inflação e as indefinições sobre precatórios, as fontes de recursos para o Bolsa FamÃlia e a reforma do Imposto de Renda, aprovada ontem pela Câmara, mas que pode sofrer alterações no Senado. O temor fiscal tem sustentado a inclinação maior da curva de juros nas últimas semanas. Serão monitorados também o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, que fala em evento online, à s 12h10, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, à s 18h.
O Broadcast/Estadão apurou que a Caixa e o Banco do Brasil decidiram se manter na Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Para o comando das instituições oficiais, a "solução" encontrada pela associação dos bancos agradou as duas partes. Ontem, a Febraban reafirmou, em nota, o apoio ao manifesto que pede a pacificação entre Poderes. No comunicado, a entidade procurou se desvincular das decisões da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), cujo presidente Paulo Skaf, optou pelo adiamento do documento.
Às 9h22, o dólar à vista caÃa 0,41%, a R$ 5,1618. O dólar para outubro recuava 0,49%, a R$ 5,1795.
Fonte: Estadão Conteúdo