14/07/2017 10h36
Dólar se enfraquece com dados fracos nos EUA e cenário político mais ameno
O dólar seguiu em queda na primeira hora de negociação desta sexta-feira, 14, ampliando as perdas depois de dados fracos dos EUA. Tanto a inflação quanto as vendas no varejo frustraram as expectativas dos analistas e reforçaram a ideia de que um aumento dos juros nos EUA pode ser mais devagar do que o mercado projeta.
O Ãndice de preços ao consumidor (CPI) ficou estável em junho ante maio, contrariando a previsão de alta de 0,1%. O núcleo do CPI subiu 0,1%, abaixo da previsão de +0,2%. Além disso, as vendas no varejo caÃram 0,2% em junho ante maio, enquanto a estimativa era de avanço de 0,1%. Ambos reforçam a ideia de que o Federal Reserve (Fed) pode aumentar os juros mais lentamente do que o mercado projeta.
"A agenda americana de hoje tem força para mexer na moeda tanto no exterior quanto internamente", apontou o diretor da Correparti, Jefferson Rugik. Além da inflação nos EUA e dados de varejo, será conhecido a confiança do consumidor americano, às 11h.
Internamente, contribui para o movimento baixista a vitória do presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que rejeitou ontem por 40 votos a 25 o parecer favorável à denúncia por corrupção passiva contra Temer. Diante disso, o mercado avalia que a demonstração de força do presidente pode ser maior do que a tese de perda de governabilidade.
O diretor da corretora Mirae, Pablo Spyer, destaca que uma junção de fatores tem contribuÃdo para a fraqueza do dólar. Entre eles, além da vitória de Temer na CCJ, está a redução da possibilidade do ex-presidente Lula se candidatar a eleições de 2018 e a chance de o Federal Reserve (Fed) subir menos vezes os juros nos EUA neste ano e no próximo.
Às 10h28 (de BrasÃlia), o dólar à vista renovava mÃnima aos R$ 3,1921, queda de 0,53%. O dólar futuro para agosto caÃa 0,65%, aos R$ 3,2020.
Fonte: Estadão Conteúdo