12/03/2018 18h10
Dólar tem dia de oscilações contidas e fecha em alta de 0,18%
A segunda-feira, 12, foi de agenda escassa, o que contribuiu para uma sessão morna no mercado de câmbio brasileiro, especialmente no mercado futuro. Ao longo do dia, o dólar oscilou em um intervalo estreito, de apenas R$ 0,01, com consolidação de viés de alta no perÃodo da tarde. Ao final dos negócios, a moeda americana ficou em R$ 3,2578 no mercado à vista, com ganho de 0,18%.
A pressão compradora foi determinada pelo cenário externo, que mostrou queda dos preços do petróleo e alguma cautela do investidor com indefinições do quadro norte-americano. Por outro lado, foi amenizada pelo inÃcio dos leilões de swap cambial do Banco Central, que, ao que tudo indica, deverá promover a rolagem integral dos vencimentos de abril. E como as movimentações do quadro eleitoral ainda se mostram incipientes, os investidores apenas monitoram alguns dos eventos polÃticos.
"O dia apresentou um quadro misto, com o dólar sem um direcionamento muito claro no exterior e no Brasil. Com a agenda muito fraca, os mercados operaram em 'stand by'", disse Ignácio Crespo, economista da Guide Investimentos.
Crespo afirma que a principal expectativa para os próximos dias é a reunião de polÃtica monetária do Federal Reserve, na próxima semana. "Mais relevante que a decisão em si serão as sinalizações do Fed, à medida que o mercado vem aumentando a precificação de quatro altas de juros nos Estados Unidos", disse o economista.
Os preços do petróleo aceleraram a queda no perÃodo da tarde, para o patamar de 1%, com os investidores à espera de indicadores de produtividade e estoques, além dos relatórios mensais da Organização dos PaÃses Exportadores de Petróleo (Opep) e da Agência Internacional de Energia (AIE) na quarta e na quinta-feira, respectivamente.
Para a terça-feira, a expectativa é com o resultado do Ãndice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (CPI), um dos mais importantes indicadores de inflação a serem divulgados antes da decisão de polÃtica monetária do Fed.
Fonte: Estadão Conteúdo