13/10/2022 13h00
Emergentes devem aproveitar crise para atrair investimentos, diz Banco Mundial
O presidente do Banco Mundial, David R. Malpass, afirmou que os paÃses emergentes e em desenvolvimento devem aproveitar o cenário de crise para criarem estruturas e novos negócios para atrair investimentos para a produção. De acordo com ele, enquanto os juros estavam baixos pelo mundo, a região atraia recursos, mas não iam para a formação bruta de capital e sim para tÃtulos soberanos, cujo risco é menor.
"Os paÃses em desenvolvimento não criaram a infraestrutura e os novos negócios que são necessários para aumentar a produção", avaliou Malpass, em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira, 13.
Segundo ele, os paÃses do mundo em desenvolvimento, em particular a Ãfrica, precisam olhar o desafio da crise atual para melhorar suas polÃticas para que possam produzir mais. "Acho que para chegar lá teria que ter mais formação bruta de capital fixo. Isso significa que os investimentos fÃsicos reais e investimentos educacionais dentro dos paÃses tem de ser priorizados para ter crescimento futuro", alertou.
Malpass mencionou ainda o peso do endividamento de paÃses emergentes em um cenário de taxas de juros maiores. "As taxas de juros estão em alta, o peso da dÃvida está mais alto, e as moedas estão enfraquecendo para alguns paÃses e o mundo não tem uma técnica agora para fornecer o alÃvio da dÃvida, mesmo quando a dÃvida é insustentável", avaliou.
O presidente do Banco Mundial reforçou ainda que o ambiente global é "muito desafiador", principalmente, para os paÃses em desenvolvimento. Recentemente, o organismo revisou sua projeção de crescimento da economia mundial em 2023, de uma alta de 3% para 1,9%. "Isso é perigosamente perto de uma recessão", alertou.
Segundo ele, alguns paÃses já elevaram bem suas taxas de juros e chegando a um ponto que não precisarão mais continuar apertando o cinto financeiro de suas economias. "As polÃticas fiscais são diferentes e muito importantes. Defendemos que os paÃses tenham respostas direcionadas", disse Malpass.
Fonte: Estadão Conteúdo