07/06/2022 12h10
Endividamento das famílias cai em maio ante abril, para 77,4% do total, diz CNC
A proporção de famÃlias brasileiras endividadas caiu na passagem de abril para maio, mas a inadimplência aumentou, conforme os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta terça-feira, 7, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em maio, 77,4% das famÃlias relataram ter dÃvidas a vencer, queda de 0,3 ponto porcentual em relação a abril. Na comparação com maio de 2021, houve um salto de 9,8 pontos porcentuais.
A inadimplência, medida pela proporção de famÃlias que relataram ter dÃvidas em atraso, ficou em 28,7% do total de entrevistados, alta de 0,1 ponto ante abril. Já a proporção de entrevistados que informou que não terão condições de pagar as dÃvidas em atraso, um sinal de permanência na inadimplência, ficou em 10,8%, 0,1 ponto abaixo do registrado em abril.
"As famÃlias estão enfrentando dificuldades para honrar suas dÃvidas no mês, pois já estão com o orçamento muito apertado não só por conta das dÃvidas, mas também pela inflação ao consumidor acima dos 12% anuais. O comprometimento médio da renda familiar com dÃvidas chegou a 30,4% em maio, a maior proporção desde agosto de 2021. Do total de endividados, 22,2% precisaram de mais de 50% da renda para pagar dÃvidas com bancos e financeiras, proporção mais elevada desde dezembro de 2017", diz a nota divulgada pela CNC.
A análise desagregada por faixa de renda indica a abertura de postos de trabalho, ainda que com salário mais baixos, e polÃticas de transferência de renda, como a criação dom AuxÃlio Brasil de R$ 400 ao mês e a antecipação do 13º-salários de aposentados e pensionistas, aliviaram o orçamento dos mais pobres. Tanto que a queda de 0,3 ponto porcentual na proporção de famÃlias endividadas foi puxada por aqueles com rendimento familiar abaixo de dez salários mÃnimos.
"A queda foi maior entre as famÃlias de menor renda, com até dez salários (-0,3 p.p). Para esse grupo, além disso, o volume dos que afirmaram não ter condições de pagar as contas já atrasadas manteve-se estável (13,1% do total). Essa dinâmica é explicada pela melhora do mercado de trabalho e pelas transferências de renda, como o incremento no valor do AuxÃlio Brasil, saques extras do FGTS e antecipações do 13º salário", diz a nota da CNC.
Fonte: Estadão Conteúdo