23/01/2018 07h30
Executivos apostam no crescimento global
Executivos de todo o mundo apostam em maior crescimento global neste ano e os brasileiros estão entre os mais otimistas, segundo pesquisa da PwC realizada em 85 paÃses. Em um ano a parcela dos brasileiros confiantes em maior prosperidade mundial aumentou de 38% para 80%. A média internacional subiu de 29% para 57%, uma taxa recorde em 21 sondagens anuais.
Os brasileiros apontaram a infraestrutura inadequada como a maior ameaça (91% das respostas) ao crescimento de suas organizações. Excesso de regulação (78%) apareceu em segundo lugar, seguida de carga tributária crescente (76%) e populismo (72%).
Em todo o mundo (e em primeiro lugar no Brasil), a pressão para responsabilizar os lÃderes por falhas de conduta das organizações apareceu entre as maiores preocupações. Não é, portanto, uma consequência especial da Operação Lava Jato. Em relação à s ameaças especÃficas do ambiente de negócios, os brasileiros indicaram como principal fator de preocupação a velocidade das mudanças tecnológicas (72%). A alteração de comportamento do consumidor surgiu em segundo lugar (67%) e as ameaças cibernéticas em terceiro ( 59%). Esse foi o item citado com maior frequência por executivos dos Estados Unidos (95%).
O populismo foi o maior perigo indicado pelo conjunto dos latino-americanos (88%). Esse item apareceu em 75% das respostas nos Estados Unidos e em 77% na média mundial. No caso dos americanos, a incerteza geopolÃtica ficou em primeiro lugar (94%) e o terrorismo, em segundo (92%). Na média mundial, incerteza geopolÃtica (85%) e regulação excessiva (83%) foram os itens indicados com maior frequência.
Rendimento. Quanto às perspectivas de expansão do rendimento de suas empresas, os brasileiros mostraram-se mais seguros em relação ao médio prazo (três anos): 54% disseram estar muito confiantes. Para o prazo de um ano essa avaliação apareceu em 39% das entrevistas.
A qualificação "algo confiantes" foi apontada por 54% dos entrevistados em relação ao prazo mais curto e por 41% no caso de três anos. Para o curto prazo a média mundial dos muito confiantes ficou em 42%. Para o outro, em 45%.
Dois desafios foram claramente destacados por executivos do Brasil e da maior parte dos paÃses. O mais importante na escala global (60%) foi a pressão crescente para entregar resultados em prazos mais curtos. Esse item apareceu em segundo lugar entre os brasileiros (65%), em primeiro entre os americanos (70%) e em primeiro entre os emergentes (71%).
A pressão também crescente para responsabilizar os lÃderes por malfeitos organizacionais ficou em primeiro lugar no Brasil (67%), em primeiro nos Estados Unidos (empate em 70%) e em segundo entre os emergentes (63%) e na escala global (59%). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo