26/11/2021 11h00
FGV corrige: confiança da indústria vai ao menor nível desde agosto de 2020
O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) corrigiu nesta sexta-feira uma informação que havia divulgado mais cedo no material original sobre o Ãndice de Confiança da Indústria (ICI) de novembro. Conforme a instituição, a confiança da indústria está no menor nÃvel desde agosto de 2020, e não de 2021, como constou na divulgação original.
Em novembro, o ICI apresentou queda de 3,1 pontos, a 102,1 pontos. Em agosto de 2020, o indicador atingiu a marca de 98,7 pontos. Em outubro, o indicador, com ajuste sazonal, havia recuado 1,2 ponto.
A quarta retração consecutiva reflete um recuo tanto no Ãndice de Situação Atual (ISA) quanto no Ãndice de Expectativas (IE). O ISA cedeu 4,6 pontos, para 103,7 pontos, menor valor desde agosto de 2020 (97,8 pontos). As aberturas de nÃvel de estoques, com queda de 7,9 pontos para 103,3 pontos, e de situação atual dos negócios, com recuo de 4,0 pontos para 102,2 pontos, também registraram o menor valor desde agosto do ano passado. A demanda total caiu 1,2 ponto, para 105,4 pontos.
Já o IE cedeu 1,6 ponto, para 100,3 pontos, menor nÃvel desde maio deste ano (99,0 pontos), puxado pela queda de 4,3 pontos em emprego previsto para os próximos meses, a 103,8 pontos, com menor nÃvel desde maio (101,5 pontos). A tendência dos negócios para os próximos seis meses manteve declÃnio pelo quarto mês consecutivo, recuando 2,1 pontos em novembro, para 97,2 pontos, menor valor desde setembro de 2020 (96,5 pontos). Por outro lado, após dois meses de queda, as perspectivas sobre a produção para os próximos três meses subiram 1,5 ponto, para 99,9 pontos.
"A confiança de novembro sinaliza uma mudança na trajetória de recuperação da indústria de forma disseminada, com 15 dos 19 segmentos apresentando queda da confiança. Essa piora decorre de uma deterioração do cenário corrente e de piora das perspectivas futuras", analisa em nota a economista do FGV/Ibre Claudia Perdigão. "A retração da confiança ocorre em um momento em que a inflação avança, reduzindo a capacidade de compra dos consumidores, ao mesmo tempo em que o desemprego continua elevado. Soma-se a esses pontos choques de custos e gargalos de logÃstica. Como resultado, o setor pode terminar 2021 com o otimismo em queda."
O NÃvel de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) cedeu 0,6 ponto porcentual, para 80,7%, apesar do recuo, ainda manteve o segundo maior valor desde novembro de 2014.
O levantamento contou com informações de 1.059 empresas entre os dias 3 e 24 deste mês. A próxima divulgação da Sondagem da Indústria ocorrerá em 27 de dezembro.
Fonte: Estadão Conteúdo