10/10/2018 10h22
Fluxo total de veículos cresce 0,6% em setembro ante agosto, diz ABCR
Em setembro, passaram pelas praças de pedágios do PaÃs um número de veÃculos 0,6% superior ao total de passagens apurado em agosto. O movimento foi calculado pela Tendências Consultoria Integrada com base no total de pagamentos de pedágios no mês passado registrado pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).
O total de veÃculos que passaram pelos pedágios em setembro resulta de um aumento de 1,8% no fluxo de veÃculos leves e de uma queda de 1,4% no total de veÃculos pesados em setembro. Os números de setembro comparados a agosto estão livres das sazonalidades que marcam os dois meses.
"Apesar dos predominantes ganhos nos últimos meses, o fluxo total de veÃculos ainda se encontra com dinamismo abaixo do registrado no perÃodo anterior à greve dos caminhoneiros, considerando a série livre dos efeitos sazonais", explica Thiago Xavier, analista da Tendências Consultoria.
Para Xavier, esse movimento é, em grande medida, resultado do comportamento do fluxo de veÃculos leves nos últimos meses que, apesar do moderado crescimento recente, ainda não retornou ao volume habitual de veÃculos.
Na comparação de setembro deste ano com o mesmo perÃodo do ano passado, o fluxo total de veÃculos nas estradas pedagiadas do Brasil caiu 3,4%. Na mesma base de comparação, os leves circularam 4,1% menos e os pesados diminuÃram em 1,5% as passagens pelas praças de pedágios.
No acumulado do ano, de janeiro a setembro, o movimento total de veÃculos nas estradas caiu 1,8% em relação ao mesmo perÃodo no ano passado. Os leves reduziram sua movimentação em 2,6% e os pesados cresceram 0,7%. Nos últimos 12 meses encerrados em setembro, o total de veÃculos que passaram pelas praças de pedágios caiu 0,5%. Os leves recuaram 1,2% enquanto os pesados aumentaram 1,9%.
"Em relação ao fluxo de pesados, mantida a métrica dessazonalizada, mesmo com a queda em setembro, o Ãndice continua em nÃveis próximos aos verificados nos primeiros meses do ano anteriores à paralisação de maio. Entretanto, a contração do Ãndice, verificada tanto em termos mensais como interanuais, é um sinalizador ruim à produção industrial no perÃodo", completa Xavier.
Fonte: Estadão Conteúdo