20/02/2017 15h48
Fundos de ações lideram em rentabilidade no mês de janeiro
A valorização de 7,38% do Ibovespa em janeiro influenciou a rentabilidade dos fundos de ações no perÃodo. De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o tipo Small Caps teve o maior retorno da classe no mês passado, com alta de 9,72%. "Ao contrário da tendência observada ao longo do ano passado, o movimento de alta não ficou restrito à s ações de empresas com peso elevado no Ãndice de referência da BM&FBovespa: os papéis de companhias de menor capitalização também se destacaram", diz a Anbima em relatório. As carteiras com gestão ativa, dos tipos Livre e Ãndice Ativo, registraram retornos de 5,90% e 7,02%, respectivamente.
A Anbima aponta que entre os fundos de Renda Fixa, o recuo da curva de juros favoreceu as rentabilidades, principalmente daqueles cujas carteiras são compostas por tÃtulos de maior duração. Os tipos Duração Alta Soberano e Duração Alta Crédito Livre acumularam os maiores retornos da classe no mês e nos últimos doze meses, de 1,70% e 1,90%, e de 21,63% e 20,05%, respectivamente. Nos Multimercados, as maiores rentabilidades em janeiro foram registradas por fundos que possuem estratégias compatÃveis com o atual cenário de valorização do mercado acionário e dos tÃtulos de renda fixa de longo prazo, como a dos tipos Long and Short Direcional, Dinâmico e Macro, que valorizaram 2,79%, 2,33% e 2,10%, respectivamente. O tipo Cambial apresentou recuo (-2,78%), influenciado pela queda de 4,05% do dólar, em movimento que foi acentuado no inÃcio de fevereiro.
Terceira maior captação
A indústria de fundos registrou em janeiro a terceira maior captação lÃquida da história, a partir de série iniciada em 2002. O ingresso de R$ 39,9 bilhões no perÃodo foi superado apenas pelos R$ 44,3 bilhões de março de 2012 e de R$ 41,9 bilhões de janeiro de 2013. Os fundos de Renda Fixa concentraram R$ 35,4 bilhões do total, seguidos pelos Multimercados, com R$ 6,7 bilhões, e de Previdência, com R$ 2,4 bilhões. A classe Ações registrou resgate lÃquido de R$ 444 milhões, superado apenas pelos FIDCs, que contabilizaram saÃda lÃquida de R$ 5 bilhões no mês.
Fonte: Estadão Conteúdo