11/02/2021 15h02
Governo estuda extensão do auxílio por mais alguns meses, diz Bolsonaro
O presidente da República, Jair Bolsonaro, reforçou nesta quinta-feira, 11, que o governo federal estuda prorrogar por "mais alguns meses" o pagamento do auxÃlio emergencial. O benefÃcio para combater os efeitos econômicos da covid-19 foi encerrado em dezembro e apenas poucos pagamentos residuais, oriundos de recursos junto ao governo, foram feitos em janeiro e fevereiro.
"No momento, a nossa equipe, juntamente com parlamentares, estuda a extensão por mais alguns meses do auxÃlio emergencial, que - repito - o nome é 'emergencial'. Não pode ser eterno porque isso representa um endividamento muito grande do nosso PaÃs e ninguém quer o PaÃs quebrado", afirmou o presidente.
Conforme mostrou o Broadcast PolÃtico (sistema de notÃcias em tempo real do Grupo Estado), para o ministro da Economia, Paulo Guedes, a retomada do benefÃcio em valor reduzido - de R$ 200 por três meses - está condicionada à aprovação do Orçamento de 2021 e das propostas em tramitação no Senado que preveem corte de gastos. Além disso, Guedes quer segurança jurÃdica para a retomada do auxÃlio, o que seria dado por uma cláusula de calamidade ou nova edição da PEC do orçamento de guerra.
Mais cedo, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), cobrou publicamente o ministro da Economia, Paulo Guedes, para que saia uma nova rodada do auxÃlio emergencial. Lira afirmou que "Urge que o ministro Guedes nos dê com sensibilidade do governo uma alternativa viável" para o retorno do benefÃcio.
Bolsonaro, em seguida, afirmou que "entendÃamos, juntamente com Parlamento - deputados e senadores aqui presentes que votaram favorável nestas questões - que havia a necessidade" de uma nova rodada de auxÃlio.
Ele discursou aos presentes no perÃodo da manhã durante cerimônia de entrega de tÃtulos de propriedade rural a 60 famÃlias em Alcântara (MA). "Porque, junto com a pandemia, houve muito fechamento de postos de trabalho e vocês necessitavam de algo para ajudá-los na sobrevivência", completou.
Acompanham o presidente os ministros da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, e do Turismo, Gilson Machado, bem como o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), nome cotado para disputar o executivo estadual e opositor do atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).
Rocha é também defensor de imposto similar à extinta CPMF como forma de financiar programas de distribuição de renda.
Fonte: Estadão Conteúdo