26/06/2020 11h00
Governo estuda prorrogar antecipações relativas ao auxílio-doença
O governo deve prorrogar as antecipações relativas ao auxÃlio-doença, informou o Ministério da Economia. Inicialmente, a previsão é estender a antecipação até outubro, porém apenas nas localidades onde não haja agência próxima com atendimento da perÃcia médica.
A análise da proposta está sendo feito pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho e o INSS, informou o Ministério da Economia. A antecipação de um salário mÃnimo (R$ 1.045,00) foi uma medida adotada para o enfrentamento da pandemia da covid-19 para evitar aglomeração nas agências que tiveram o atendimento presencial suspenso na pandemia.
A data oficial é de retorno gradual do atendimento das agencias no próximo dia 13. Mas os peritos médicos pediram ao Ministério da Economia que a abertura seja suspensa e alertaram para os riscos de a medida ser um incentivo governamental à aglomeração de pessoas integrantes do grupo de risco.
Como mostrou o Estadão, em carta ao secretário Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, a Associação Nacional dos Peritos Médicos Federais (ANMP) alegou que o momento é inadequado para a abertura no dia 13 de julho, como previsto em portaria do governo, devido à manutenção do grau elevado de contágio pelo novo coronavÃrus.
Sem perÃcia presencial, o segurado não pode receber o benefÃcio. Ele recebe só a antecipação de um salário mÃnimo. Depois que a agência abrir, o segurado passa pela perÃcia e a diferença do benefÃcio é paga. Hoje, os segurados mandam os documentos e a perÃcia analisa. Mas isso não é considerado perÃcia. É como uma pré-perÃcia para a pessoa receber esse adiantamento e não ficar desamparada na pandemia. A perÃcia não pode ser feita por telemedicina.
Fonte: Estadão Conteúdo