01/07/2021 12h50
Governo não vê necessidade de prorrogação do BEm, diz secretário de Guedes
O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, disse nesta quinta-feira que o governo não vê necessidade, neste momento, de prorrogação do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), relançando em abril por mais quatro meses. "Se for necessário, analisaremos. Mas tudo indica que, com o casamento entre a polÃtica de vacinação, a retomada de vagas formais de emprego e novas polÃticas que virão no pós-pandemia, o BEm não precisará ser renovado nesses moldes. Talvez venha algo para fazer polÃtica ativa de emprego", respondeu.
De acordo com o ministério, 3,485 milhões de trabalhadores seguiam com garantia provisória de emprego em maio graças à s adesões em 2020 ou 2021 ao BEm. Para cada mês de suspensão ou redução de jornada no ano passado, o trabalhador tem o mesmo perÃodo de proteção à sua vaga.
Segundo Bianco, o governo está conversando com o deputado Christino Ãureo (PP-RJ), relator da Medida Provisória 1.045 - que reativou o BEm - sobre a inclusão de outras medidas no texto final do MP.
O relançamento do emprego Verde Amarelo e a criação do benefÃcio de inclusão e de capacitação (BIP e BIQ) estão entre as medidas que podem ser incorporadas ao texto. "Não há ainda uma definição sobre isso. A decisão final caberá ao relator", completou.
Mais uma vez, Bianco disse que o governo já tem o orçamento para lançar o BIP e o BIQ ainda neste ano, mas evitou dar novos detalhes sobre o programa. "O BIP será pago pelo governo e o BIQ ficará a cargo do empresário. Essa soma de bônus que formarão a renda do trabalhador", repetiu.
O mercado de trabalho formal brasileiro registrou um saldo positivo 280.666 carteiras assinadas em maio, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No acumulado dos cinco primeiros meses de 2021, ao saldo do Caged é positivo em 1,233 milhão vagas.
Fonte: Estadão Conteúdo