15/02/2021 18h34
Governo vê 'fracasso' em greve de caminhoneiros
O ministro da Infraestrutura, TarcÃsio de Freitas, disse que o governo pretende seguir adiante com uma agenda voltada aos caminhoneiros, independentemente de a greve marcada para esta segunda-feira, 1º, ter "fracassado".
Balanço do ministério e da PolÃcia Rodoviária Federal indicaram baixa adesão ao movimento, organizado por lideranças dos caminhoneiros autônomos para defender a redução no PIS/Cofins sobre o óleo diesel e o aumento e cumprimento da tabela do piso mÃnimo do frete, estabelecido em 2018 após a paralisação de 11 dias, entre outros itens. Balanço divulgado à s 17 horas mostrava fluxo livre de veÃculos em rodovias federais concedidas ou sob gestão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
"A greve fracassou e fez água. Conversamos muito com os caminheiros e, desde o inÃcio, a gente já dizia que essa greve não ia voar. As poucas coisas que aconteceram, como queimada de pneus e paralisação em São Paulo, não têm relação com os caminhoneiros. Agora, não é porque a greve não prosperou que vamos abandonar a agenda, mas precisamos estudar", disse o ministro ao Estadão.
No fim da manhã, a BR-304, no Rio Grande do Norte, na altura de Mossoró, chegou a ser bloqueada por manifestantes, que deixaram pneus na pista, mas logo foi liberada pela PolÃcia Rodoviária. Também houve tentativa de bloqueio no quilômetro 190 da BR-060, em Goiás, na altura de Guapó. Concessionárias de estradas estaduais registraram manifestações pontuais.
No Nordeste do PaÃs, na BR-116, altura dos kms 522 e 528, na região de Itatim, caminhoneiros protestaram, de maneira pacÃfica, em postos de combustÃvel do local. De acordo com a Via Bahia, concessionária do trecho da pista, não houve bloqueios por parte dos manifestantes. Até a conclusão desta edição, o Estadão não conseguiu contato com o presidente do Conselho Nacional dos Transportadores Rodoviários de Cargas (CNTRC), PlÃnio Dias, que falava em uma greve com prazo "indeterminado".
No domingo, 31, áudio de conversa entre o ministro e uma liderança dos caminhoneiros circulou em grupos de Whatsapp, no qual Freitas afirmava não ter possibilidade de atender a alguns dos principais pedidos do segmento. Ele confirmou a autenticidade do áudio e disse que se tratava de esclarecer o papel do governo em cada demanda e o que poderia ser atendido ou não.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo