11/11/2021 20h30
Guedes cita 'pressão enorme' de ala política por Auxílio Brasil maior
O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu nesta quinta-feira que a equipe econômica sofreu uma "pressão enorme" da ala polÃtica por um AuxÃlio Brasil de maior valor. Mais uma vez, ele argumentou que a ideia de mudar a regra do teto de gastos não partiu da equipe econômica.
"Passamos seis, sete meses dizendo que as pessoas estavam comendo ossos, que era uma fome generalizada. A pressão polÃtica foi imensa em cima da economia. A equipe econômica queria fazer um auxÃlio de R$ 300, dentro do orçamento tudo certinho. A polÃtica pressionando por R$ 600 e o presidente Bolsonaro cortou ali em R$ 400. Eu alertei que isso não caberia no teto", afirmou Guedes, em participação no Itaú Macro Vision 2021. "A pressão polÃtica foi ensurdecedora. Estou lutando pelo teto, não foi minha criação de ampliação do teto", completou.
A PEC dos precatórios libera R$ 91,6 bilhões de espaço no Orçamento de 2022 e é essencial para o governo conseguir tirar do papel o AuxÃlio Brasil de R$ 400, como quer o presidente Jair Bolsonaro. O ministro lembrou que já havia outras exceções para o teto, como a compra de vacinas. "Revendo o teto, mas empurrando tudo para debaixo do teto não viola a arquitetura. Ãamos ter uma compressão de espaço discricionário que nenhum governo teve. Agora estamos mantendo o espaço discricionário. A mudança no teto não altera os fundamentos fiscais", argumentou.
Segundo o ministro, a mudança na regra do teto permitirá uma "aterrissagem suave" do fiscal. "O Brasil contraiu muito rapidamente uma expansão fiscal por causa do enfrentamento à pandemia de covid-19. O Brasil foi muito eficiente no combate, do ponto de vista econômico", completou.
Fonte: Estadão Conteúdo