15/02/2021 18h29
Guedes cobra responsabilidade fiscal diante da pressão por nova rodada do auxílio
O ministro da Economia, Paulo Guedes, cobrou responsabilidade fiscal diante da pressão por uma nova rodada do auxÃlio emergencial. Nesta quarta-feira, 10, o chefe da pasta recebeu a presidente da Comissão Mista de Orçamento do Congresso, Flávia Arruda (PL-DF), e o relator do Orçamento de 2021, Marcio Bittar (MDB-AC).
"Nós temos um compromisso com as futuras gerações do PaÃs. Nós temos que pagar pelas nossas guerras", disse Guedes após a reunião. "Se nós estamos em guerra com o vÃrus, nós temos que arcar com essa guerra e não simplesmente empurrar irresponsavelmente esses custos para as gerações futuras."
O ministro da Economia condiciona a retomada do benefÃcio à aprovação do Orçamento de 2021 e das propostas em tramitação no Senado que preveem corte de gastos. O Legislativo, porém, pressiona pelo auxÃlio assistencial, mas sem garantias de redução de despesas em tempo hábil.
Um imposto temporário para bancar o auxÃlio entrou no radar do governo e de parlamentares. O ministro, porém, tentou afastar essa possibilidade diante da falta de ambiente polÃtico para aumento de tributos, conforme o Broadcast PolÃtico (sistema de notÃcias em tempo real do Grupo Estado) apurou.
Em declaração à imprensa, Guedes evitou comentar sobre a possibilidade de um novo crédito extraordinário neste ano para bancar o auxÃlio. Esse instrumento deixaria a despesa fora do teto, mas aumentaria a dÃvida da União. O ministro tem defendido a aprovação de uma "cláusula de calamidade" para dar base jurÃdica a esse tipo de decisão.
Guedes citou a demanda social exposta por lÃderes do Congresso, mas reforçou que também há compromisso com as contas públicas entre os parlamentares.
Flávia Arruda e Marcio Bittar afirmaram que o gesto de ir até o ministro após a instalação da CMO reforça o compromisso com um orçamento que atenda às necessidades sociais e ao mesmo tempo tenha responsabilidade fiscal.
Fonte: Estadão Conteúdo