18/11/2021 19h30
Guedes: nenhuma família receber menos de R$ 400 foi um imperativo político
O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a afirmar que a proposta de ampliar o Bolsa FamÃlia, transformado em AuxÃlio Brasil, a R$ 400 ocorreu por pressão polÃtica, citando que a equipe econômica queria aumentar o benefÃcio a R$ 300, dentro do teto, mas foi impedida pelo volume de pagamentos de precatórios em 2022 e pelo "imperativo polÃtico" da renda básica.
"Ideias de aperfeiçoamento do Bolsa FamÃlia perderam espaço para renda básica. O presidente disse que nenhuma famÃlia poderia receber menos de R$ 400. Todos aqueles critérios de focalização foram batidos pelo apelo fortÃssimo da renda básica", afirmou, em evento em comemoração aos 29 anos da Secretaria de PolÃtica Econômica (SPE).
Guedes repetiu que a equipe econômica defendia originalmente um Bolsa FamÃlia de R$ 300, dentro do teto de gastos. "Mas precatórios causaram primeira turbulência. Depois, a pressão polÃtica pelo conceito de renda básica, em que nenhuma famÃlia poderia receber menos de R$ 400 foi um imperativo polÃtico", completou.
Mais uma vez, o ministro negou que a PEC dos Precatórios seja uma maneira de burlar o teto de gastos para abrir espaço para o programa social em maior valor. "Ao contrário do que dizem, o arcabouço fiscal brasileiro não está sendo derrubado. Não estamos furando o teto, estamos lutando justamente para colocar os precatórios embaixo do teto", acrescentou.
Fonte: Estadão Conteúdo