15/02/2021 18h30
Guedes reitera que poderá antecipar benefícios para compensar fim do auxílio
O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a dizer que poderá antecipar benefÃcios para compensar o fim do auxÃlio-emergencial. Como mostrou o Broadcast/Estadão, isso poderia ser feito com o 13º salário do INSS e o abono salarial. "Ano passado, antecipamos benefÃcios. O caminho está aÃ. Podemos antecipar benefÃcios sem violar teto, podemos fazer de novo", afirmou. "A cobertura do auxÃlio emergencial vai até fevereiro, temos até lá para ver", completou.
Para o ministro, esse ano foi "perdido" para a tramitação de PECs e privatizações.
Ele citou que o governo pode conseguir R$ 30 bilhões a R$ 40 bilhões com a venda da Eletrobras e R$ 15 bilhões a R$ 30 bilhões com a dos Correios.
Guedes disse ainda que o governo não vai carimbar uma proposta de reforma tributária que aumente impostos e que vai esperar ter um "eixo polÃtico" para apresentar as próximas fases de sua reforma tributária.
Até agora, o governo só enviou para o Congresso a unificação do PIS/Cofins, primeira parte de sua reforma "faseada". "É narrativa acientÃfica dizer que queremos aumentar impostos e recriar CPMF", completou.
Sobre o teto de gastos, Guedes alegou que o mecanismo serve como "proteção" aos mais pobres porque obriga o governo a fazer escolhas. "Pergunto, quem botou o teto fui eu? Estamos botando as paredes. Teto é uma denúncia de nossa incapacidade de controlar gastos", concluiu.
Fonte: Estadão Conteúdo