02/06/2019 14h30
Guerra comercial intensifica riscos para o setor de transporte de carga aérea
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) avalia que os riscos para a indústria de carga aérea aumentaram com a proliferação de medidas protecionistas e a escalada das guerras comerciais dos Estados Unidos envolvendo a China e mais recentemente o México. Os riscos desse acirramento das disputas comerciais para uma indústria que, na visão da associação, já se encontra sitiada, são imediatos.
A demanda por tráfego de passageiros, entretanto, tem se mantido, mas a instabilidade polÃtica gerada pelo agravamento das relações comerciais ainda pode ter repercussões negativas, alerta a associação. Para o diretor geral da Iata, Alexandre de Juniac, a aviação precisa de fronteiras abertas à s pessoas e ao comércio. "Ninguém ganha com guerras comerciais, polÃticas protecionistas ou agendas isolacionistas", acrescentou.
Fluxo de caixa
Segundo a Iata, o fluxo de caixa livre, que possibilita as empresas pagar os investidores e reduzir sua dÃvida, deverá desaparecer no nÃvel da indústria porque o caixa das operações será reduzido pelo crescimento mais lento da demanda e pela alta nos custos. Já os Ãndices de dÃvida/lucro, que caÃram consideravelmente, estão começando a subir novamente, observa a associação.
Os Ãndices médios de dÃvida/lucro para companhias aéreas na Europa e na América do Norte não estão muito acima dos nÃveis classificados como grau de investimento pelas agências de classificação de crédito.
Na Ãfrica, Oriente Médio e América Latina as companhias aéreas ainda apresentam altos nÃveis de endividamento, o que os deixa mais vulneráveis a choques de fluxo de caixa (cada vez mais prováveis) ou taxas de juros crescentes.
*A jornalista viaja a convite da Associação Internacional de Transporte Aéreo
Fonte: Estadão Conteúdo