18/04/2017 09h48
Há sinais compatíveis com estabilização da economia no curto prazo, diz ata
Os membros do Comitê de PolÃtica Monetária (Copom) concordaram que "há sinais compatÃveis com estabilização da economia no curto prazo". A avaliação consta da ata da reunião de abril do comitê, que decidiu na semana passada a redução do juro em 1 ponto porcentual, para 11,25%. A ata do Banco Central foi divulgada nesta terça-feira, dia 18.
"A avaliação prospectiva do Comitê é de que há pequena melhora na perspectiva de retomada da economia, em relação à reunião do Copom em fevereiro", citam os diretores. Apesar da pequena melhora mencionada, o texto reconhece no parágrafo 13 que "os desafios para a retomada da atividade econômica permanecem, e o Comitê avalia que a recuperação da economia ao longo de 2017 deverá ser gradual".
Retomada gradual
O BC repetiu a percepção de que há indicações de "retomada gradual da atividade econômica ao longo de 2017". "O conjunto dos indicadores de atividade econômica divulgados desde a última reunião do Copom permanece compatÃvel com estabilização da economia no curto prazo", cita a ata da reunião de abril do Copom.
No documento, os diretores notam que a economia segue "operando com alto nÃvel de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos Ãndices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego".
Diante desse cenário de expectativa de retomada gradual da atividade, o BC avalia que "a dinâmica da inflação permanece favorável". "O processo de desinflação se difundiu e houve consolidação da desinflação nos componentes mais sensÃveis ao ciclo econômico e à polÃtica monetária", cita o documento no parágrafo 4.
Com a acomodação dos preços mais difundida, o BC ressalta que "aumenta a confiança de que a desinflação corrente terá efeitos duradouros". O Copom lembra na ata que, na pesquisa semanal Focus, o mercado prevê IPCA em torno de 4,1% em 2017, alta ao redor de 4,5% em 2018 e previsões ligeiramente abaixo de 4,5% para 2019 e horizontes mais distantes.
Fonte: Estadão Conteúdo