14/10/2021 18h10
Há perda de ritmo de recuperação na China e também no Brasil, diz diretora do BC
A diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Fernanda Guardado, afirmou que há um "sinal preocupante" para o crescimento mundial vindo dos paÃses emergentes, especialmente na atividade industrial. Guardado citou perda de ritmo na China e no Brasil. "O porcentual de paÃses acima de 50 no PMI industrial caiu mais nos últimos paÃses em mercados emergentes relativo a paÃses avançados. Há esse sinal preocupante para crescimento vindo de paÃses emergentes", afirmou, em evento online da XP Investimentos, no âmbito do ciclo de reuniões à s margens da Reunião Anual do FMI e do Banco Mundial.
Ela também mencionou que os Estados Unidos têm sido uma grande força de crescimento no mundo. Na economia americana e outros paÃses, Guardado mencionou que houve um aumento da demanda por bens durante a pandemia de covid-19 que não deve ser plenamente satisfeita no curto prazo, especialmente considerando os problemas nas cadeias globais de suprimentos e nos fretes.
Segundo sua apresentação, as disrupções na cadeia nos EUA e na Europa são maiores do que em emergentes.
Guardado comentou que houve surpresa com a aceleração da inflação no pós-pandemia em todo o mundo, mas o Brasil viu esse fenômeno primeiro. "Os Bancos Centrais estão preocupados com efeitos de segunda ordem de choques", disse, citando os preços de alimentos e energia, por exemplo.
A diretora do BC ainda considerou que a maioria dos BCs pretende deixar as taxas de juros aquém do nÃvel pré-pandemia, embora o Brasil já tenha passado esse patamar, com a taxa Selic em 6,25%, e o Chile também tenha surpreendido. "Há expectativa de convergência de inflação em emergentes em 2022 e 2023", completou.
Fonte: Estadão Conteúdo