15/02/2021 18h15
IBGE: taxa de desocupação aumentou de 14,1% em outubro para 14,2% em novembro
A taxa de desemprego aumentou de 14,1% em outubro para 14,2% em novembro, maior resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de DomicÃlios Covid (Pnad Covid-19) mensal, iniciada em maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE).
Em novembro, a população ocupada totalizou 84,661 milhões, um aumento de 0,6% em relação aos 84,134 milhões de pessoas registrados em outubro, 527 mil vagas a mais. O total de ocupados superou o patamar de maio, quando somava 84,404 milhões de pessoas.
Já a população desocupada cresceu de 13,763 milhões em outubro para 14,038 milhões em novembro, um aumento de 2%, 275 mil pessoas a mais. Em relação a maio, quando teve inÃcio a pesquisa, a população desempregada saltou 38,6%, o que representou 3,909 milhões de pessoas a mais nessa condição.
O contingente de inativos diminuiu de 72,704 milhões em outubro para 72,042 milhões em novembro, uma redução de 0,9%. Entre os inativos, 24,1 milhões gostariam de trabalhar, mas não buscaram trabalho, sendo que 13,7 milhões deles argumentaram que não procuraram uma vaga devido à pandemia ou à falta de trabalho na localidade.O nÃvel de ocupação subiu de 49,3% em outubro para 49,6% em novembro.
Trabalho remoto
No mês de novembro, 7,3 milhões de pessoas trabalhavam em home office, ante 7,6 milhões de pessoas em outubro, segundo os dados da Pnad Covid-19. Em apenas um mês, cerca de 300 mil pessoas deixaram de trabalhar remotamente. A região Norte tinha o menor porcentual de pessoas ocupadas trabalhando remotamente (3,9%) e o Sudeste, o maior (11,8%).
O porcentual de mulheres que em trabalho remoto foi de 12,9%, contra uma fatia de 6,5% entre os homens. Entre as pessoas que não tinham completado o ensino fundamental, apenas 0,3% trabalhavam remotamente, enquanto que essa fatia entre os trabalhadores com nÃvel superior completo ou pós-graduação era de 28,7%.
Dos 84,7 milhões de ocupados em novembro, 4,4 milhões estavam afastados do trabalho, sendo 2,1 milhões deles por causa do distanciamento social.
Entre os afastados, cerca de 879 mil pessoas estavam sem a remuneração do trabalho, o equivalente a 19,8% do total de pessoas ainda afastadas do trabalho que tinham. Em outubro, esse porcentual era de 19,2%.
AuxÃlio emergencial
O pagamento do auxÃlio emergencial alcançou menos domicÃlios em novembro. O auxÃlio emergencial chegou a 28,1 milhões de domicÃlios em novembro, ante 29,0 milhões em outubro. A proporção de domicÃlios que recebeu algum auxÃlio relacionado à pandemia diminuiu de 42,2% em outubro para 41,0% em novembro.
O valor médio do benefÃcio recebido foi de R$ 558 por domicÃlio em novembro, ante R$ 694 em outubro. O auxÃlio pago pelo governo desceu de R$ 600 em agosto para R$ 300 em setembro. Na pesquisa, os auxÃlios pesquisados incluem não apenas o auxÃlio emergencial, mas também a complementação do governo pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, o que ajudava a explicar a incidência de recebimento de benefÃcio entre domicÃlios com renda mais elevada.
Na Região Norte, 57,0% dos domicÃlios recebiam algum tipo de auxÃlio, enquanto essa fatia era de 55,3% no Nordeste.
Fonte: Estadão Conteúdo