31/08/2017 18h20
Ibovespa encerra agosto com alta de 7,46%, melhor mês do ano
O Ãndice Bovespa teve nesta quinta-feira, 31, mais uma sessão de leve correção, que não comprometeu o bom resultado acumulado em agosto. A despeito da alta do petróleo e das bolsas da Europa e Estados Unidos, o Ãndice alternou sinais ao longo do dia e fechou em baixa de 0,07%, aos 70.835,05 pontos. Ainda assim, terminou o mês com ganho de 7,46%, maior porcentual mensal do ano, pouco acima dos 7,38% contabilizados em janeiro.
"A despeito dos dados negativos da economia que ainda persistem, o resultado positivo da bolsa em agosto mostra que prevaleceu uma aposta do mercado de que o governo vai conseguir minimamente conduzir a economia para um ambiente mais saudável", disse Alvaro Bandeira, economista da Modalmais.
Segundo o economista, o mercado deixou de reagir a dados negativos da economia e passou a valorizar questões ligadas ao ajuste fiscal, como a Taxa de Longo Prazo (TLP) ou a revisão das metas. A votação incompleta das metas no Congresso, aliás, foi minimizada no mercado. Os profissionais afirmam que a expectativa continua positiva, com a votação dos destaques remarcada para a próxima terça-feira. A votação da TLP foi concluÃda e já foi encaminhada ao Senado.
Durante a sessão de negócios de hoje, a disparada dos preços do petróleo nos mercados futuros internacionais foi um dos principais destaques do perÃodo da tarde, o que se refletiu diretamente nas ações da Petrobras, que renovaram sucessivas máximas no perÃodo. Em meio aos temores de efeitos negativos da depressão Harvey e expectativa de redução da produção, o barril do WTI fechou em alta de 2,76% na Nymex e o do Brent avançou 2,99% na Ice (contratos para outubro). Com isso, Petrobras ON e PN subiram 0,65% (ON) e 1,49% (PN). Ainda no setor de commodities, destaque para Vale ON, que avançou 2,15%.
A alta das ações da Petrobras, da Vale e das siderúrgicas, no entanto, não foi suficiente para compensar as perdas dos papéis do setor financeiro, bloco de maior peso na composição do Ibovespa. Em queda pelo segundo dia consecutivo, Itaú Unibanco PN (-1,27%), Banco do Brasil ON (-1,51%) e Bradesco ON (-1,16%) contribuÃram de forma decisiva para a queda do indicador. Além de terem mais "gordura" para queimar que a média das ações na bolsa, hoje as ações refletiram também a possibilidade de acordo para pagamento das perdas nas cadernetas de poupança provocadas pelos planos econômicos das décadas de 1980 e 1990.
"As quedas de hoje e ontem (-0,62%) mostram que o Ibovespa não tem força para uma realização de lucros mais forte. O viés continua de alta, com a visão de que 2018 será um ano de balanços corporativos melhores que os de 2017", disse Pedro Galdi, chefe de análises da Magliano Corretora.
Fonte: Estadão Conteúdo