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Economia
17/10/2018 18h40

Ibovespa fecha perto da estabilidade em meio a realização de lucros

Um movimento discreto de realização de lucros impediu o Índice Bovespa de seguir na trajetória de alta dos últimos dias nesta quarta-feira, 17, apesar da continuidade do interesse do investidor estrangeiro pelo mercado doméstico. O índice oscilou majoritariamente em terreno negativo ao longo do dia e terminou o pregão praticamente estável, aos 85.763,95 pontos (+0,05%). Na terça-feira, houve alta firme, de 2,83%.

Entre a máxima e a mínima do dia, o Ibovespa oscilou de 86.167 pontos (+0,52%) e 84.944 pontos (-0,90%). O viés de alta durou do início da tarde até próximo das 15h, quando o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) divulgou a ata de sua última reunião de política monetária. O documento foi considerado um pouco mais "hawkish" (duro), por ter sugerido aumentos de juros "acima da taxa neutra". Com isso, teve reflexo indireto no mercado doméstico, uma vez as bolsas de Nova York se firmaram em baixa após a divulgação.

"O pregão de hoje (quarta) foi uma espécie de ressaca das altas fortes dos últimos dias, aqui e nos EUA. Essa estabilidade ocorreu porque, ao mesmo tempo em que houve realização de lucros em alguns papéis, os ingressos de recursos continuaram a acontecer", disse Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais.

Na opinião de Pedro Paulo Silveira, economista da Nova Futura, o tom mais duro da ata do Fed já vinha sendo sinalizado e não chegou a trazer surpresa aos mercados. No entanto, ajudou a manter um ânimo mais cauteloso entre os investidores, depois da euforia dos últimos dias. Ainda assim, afirma, a queda do dólar e dos juros longos deu conforto ao mercado e favoreceu a alta de diversos papéis do Ibovespa.

Entre essas altas estiveram Banco do Brasil ON (+0,86%) e B3 ON (+1,20%). Vale ON avançou 1,91%. Já os papéis da Petrobras seguiram as fortes perdas dos preços do petróleo e caíram 0,67% (ON) e 1,05% (PN). O destaque de queda, no entanto, ficou com as ações do setor elétrico, em reação à rejeição do projeto de lei (PL) que destrava a venda das distribuidoras da Eletrobras no plenário do Senado, na noite de terça-feira. Eletrobras ON e PNB perderam 3,72% e 5,38%, respectivamente. Outros papéis do setor também foram penalizados, como Cemig PN (-0,84%), em meio a sinais de que Romeu Zema (Novo), candidato que lidera a disputa pelo governo do Estado, não está tão aberto à privatização da companhia.

Fonte: Estadão Conteúdo
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