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Economia
15/08/2017 18h20

Ibovespa sobe 0,10% com cenário externo tranquilo e expectativa por meta

A manutenção do cenário mais ameno no mercado internacional favoreceu um novo pregão de alta do Índice Bovespa - a terceira consecutiva -, com os investidores minimizando as incertezas do cenário doméstico. A terça-feira, 15, foi mais um dia de expectativa em torno da revisão das metas fiscais de 2017 e 2018, cujo anúncio sofreu alterações até os minutos finais de negociação. Depois de ter subido até 0,82% nos melhores momentos do dia, o Ibovespa, perdeu fôlego no período da tarde e terminou a sessão com alta de 0,10%, aos 68.355,12 pontos. O volume de negócios com ações na B3 somou R$ 7,6 bilhões.

Durante todo o dia, a alta do índice foi orientada pelas ações de bancos e da Petrobras, enquanto os papéis da Vale recuaram. A perda de fôlego no final do pregão foi atribuída à ação de investidores do "day trade", que teriam realizado lucros obtidos no curto prazo, já que o Ibovespa acumula ganhos significativos no mês (+3,69%) e no ano (+13,50%). Operadores também relataram alguma influência do vencimento das opções e futuro sobre o Ibovespa, amanhã, como fator de instabilidade.

Os papéis do setor financeiro foram os que mais desaceleraram. Banco do Brasil ON terminou o dia em baixa de 0,48%, enquanto Itaú Unibanco PN avançou 0,28%. Petrobras ON e PN terminaram o dia com ganhos de 0,15% e 0,54%, respectivamente. Vale ON caiu 0,58%.

"Há um componente internacional no desempenho positivo na bolsa, que é a redução da tensão geopolítica envolvendo Estados Unidos e Coreia do Norte. Olhando para dentro, vemos alguns pontos positivos, como a alta acima do esperado das vendas no varejo em junho", disse Herzs Ferman, economista da Elite Corretora.

As vendas do comércio varejista subiram 1,2% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio no teto do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo
Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 0,5% a alta de 1,20%, com mediana positiva de 0,4%.

"Os números do varejo não foram brilhantes, mas ficaram melhores do que o esperado e reforça a percepção de que este é um ano que está mostrando recuperação", disse Ferman.

Fonte: Estadão Conteúdo
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