28/06/2018 18h50
Ibovespa sobe 1,64% beneficiado por noticiário positivo
Uma combinação de notÃcias de viés positivo contribuiu para a recuperação do Ãndice Bovespa, que operou em alta durante quase todo o pregão desta quinta-feira, 28. Depois de ter caÃdo mais de 1% na véspera, hoje o Ibovespa avançou 1,64%, fechando em 71.766,52 pontos. O volume de negócios seguiu reduzido e totalizou R$ 8,6 bilhões.
A pesquisa CNI/Ibope, divulgada pela manhã, foi um dos principais vetores da melhora de humor, ao mostrar Ciro Gomes sem avanços na terceira colocação das intenções de voto. Entre os candidatos da dianteira, o ex-ministro é considerado o mais antirreformista. Ainda no cenário doméstico, o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) confirmou a expectativa de manutenção da taxa Selic por mais tempo. As bolsas de Nova York subiram, em resposta ao tom otimista do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre suas relações comerciais com outros paÃses.
"Depois que o Ibovespa caiu para os 69 mil pontos, na última semana, houve uma recuperação do Ãndice, que pode estar apontando para um canal de alta interessante. Até para piorar, é necessário que melhore", disse Alvaro Bandeira, economista da Modalmais. Com os recessos no Legislativo e no Judiciário em julho, diz, as expectativas internas ficam voltadas para agosto, quando serão definidos os candidatos à Presidência da República.
O bom desempenho das ações do setor financeiro foi fundamental para a alta do Ibovespa, que teve seus melhores momentos à tarde, quando chegou a subir 2,10%, seguindo as altas em Nova York. No pregão desta quinta-feira, destacaram-se Banco do Brasil ON (+5,75%), Bradesco PN (+3,41%) e Itaú Unibanco PN (+2,77%). Vale ON (+1,91%) e siderúrgicas acompanharam a alta do minério de ferro e também contribuÃram para o resultado final do Ibovespa.
Já as ações da Petrobras enfrentaram instabilidade, divididas entre a influência do petróleo e o noticiário relativo à estatal. Segundo noticiou à tarde o Broadcast, serviço de notÃcias em tempo real do Grupo Estado, o governo não poderá mais fazer o leilão do óleo excedente da cessão onerosa neste ano, o que inviabiliza também o pagamento à Petrobras pela revisão dos termos do contrato original da cessão, firmado em 2010. A licitação estava prevista para 29 de novembro e poderia render até R$ 100 bilhões aos cofres públicos. O motivo é uma mudança na sistemática de acompanhamento de desestatizações do Tribunal de Contas da União (TCU), aprovada na semana passada. A notÃcia foi determinante para a desaceleração das ações da Petrobras, que terminaram o dia com baixa de 0,58% da PN e alta de 0,30% da ON.
As ações da Eletrobras recuperaram parte das quedas da véspera e subiram 2,84% (ON) e 1,82% (PNB). Esta tarde, o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, disse ter total confiança na realização do leilão das distribuidoras da Eletrobras, marcado para 26 de julho. Ontem, o ministro do Supremo Ricardo Lewandowski concedeu liminar para determinar que a privatização de empresas públicas, sociedades de economia mista ou de suas subsidiárias seja autorizada pelo Congresso Nacional.
Fonte: Estadão Conteúdo