15/08/2017 22h09
Ilan: continuidade de ajustes será importante para equilíbrio da economia
O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou na noite desta terça-feira, 15, durante evento em BrasÃlia, que a continuidade dos ajustes e das reformas econômicas será importante para o equilÃbrio da economia, "com consequências favoráveis para a desinflação, para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia brasileira". Goldfajn participou hoje de jantar promovido pelo Poder 360.
Goldfajn defendeu ainda a ideia de que a economia brasileira apresenta hoje maior "resiliência". Isso ocorre, segundo ele, "devido à situação mais robusta de seu balanço de pagamentos e ao progresso no processo desinflacionário e na ancoragem das expectativas".
O presidente do BC retomou ainda uma ideia contida nas últimas comunicações do BC: a de que, "até o momento, as condições econômicas se mantiveram estáveis a despeito do impacto, sobre os Ãndices de confiança, do aumento de incerteza quanto ao ritmo de implementação de reformas e ajustes na economia". Para Goldfajn, "isso permitiu a manutenção do ritmo de estabilização e de recuperação gradual da economia, a manutenção do comportamento favorável da inflação e a continuidade do ritmo da flexibilização da polÃtica monetária".
Para Goldfajn, "a recuperação da economia pode ser mais (ou menos) demorada e gradual que o esperado". Segundo ele, "há de se monitorar o ritmo de recuperação da economia".
Ele
também voltou a citar os principais riscos, vistos hoje pelo BC, no cenário básico para a inflação. Entre eles, "a incerteza sobre a velocidade do processo de ajustes e reformas na economia (principalmente das fiscais e creditÃcias)", que permanece sendo o fator de risco principal no cenário da instituição.
"O cenário externo, apesar de favorável no momento, ainda apresenta riscos associados ao processo de normalização da polÃtica monetária em economias centrais, à s mudanças de polÃtica econômica em algumas economias centrais, e à possÃvel redução do apetite ao risco por ativos de economias emergentes", acrescentou Goldfajn.
Por outro lado, ele citou riscos que podem atuar para a redução da inflação. Segundo ele, "a acentuada desinflação dos preços de alimentos e de preços industriais pode ter efeitos secundários (isto é, além do impacto direto) na inflação". "Notadamente, essa desinflação pode contribuir para quedas adicionais das expectativas de inflação e da inflação em outros setores da economia."
Fonte: Estadão Conteúdo