23/04/2018 14h30
Ilan: para próximo encontro, Copom vê como apropriado corte moderado adicional
O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta tarde de segunda-feira, 23, durante evento em São Paulo, que a polÃtica monetária tem que balancear duas dimensões: "reagir para assegurar que a inflação convirja para a meta numa velocidade adequada; garantir que a conquista da inflação baixa perdure, mesmo diante de choques adversos".
O comentário, feito em evento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), na capital paulista, retoma ideias já presentes nas comunicações mais recentes do BC. De acordo com Goldfajn, o Comitê de PolÃtica Monetária (Copom) vê como apropriado para a sua próxima reunião, em maio, "uma flexibilização monetária moderada adicional". O colegiado "julga que isso mitiga o risco de postergação da convergência da inflação à s metas". Atualmente, a Selic (a taxa básica de juros) está em 6,50% ao ano. A expectativa do mercado é de que o Copom promova corte de 0,25 ponto porcentual, para 6,25% ao ano, em maio.
Para as reuniões após maio, "o comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária, visando avaliar os próximos passos", acrescentou Goldfajn. "O Copom ressalta que os próximos passos da polÃtica monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, balanço de riscos, possÃveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e projeções e expectativas de inflação."
Ao abordar especificamente a inflação, Goldfajn repetiu que há riscos em ambas as direções - de redução e de elevação do Ãndice de preços. No caso do risco de redução, ele citou "possÃvel propagação, por mecanismos inerciais, do nÃvel baixo de inflação". Entre os riscos de elevação, ele citou "frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira e reversão do corrente cenário externo favorável para economias emergentes". De acordo com Goldfajn, "a polÃtica monetária tem flexibilidade para reagir a riscos de ambos os lados".
Cenário global
Ao tratar da economia internacional, Goldfajn retomou a ideia de que o cenário tem se mostrado favorável, com crescimento econômico e juros baixos. "Isso tem contribuÃdo até o momento para manter o apetite ao risco em relação a economias emergentes", afirmou. Especificamente sobre o Brasil, ele pontuou ainda que o conjunto de indicadores de atividade mostra recuperação consistente da economia.
Fonte: Estadão Conteúdo