14/08/2018 16h50
Juros ampliam queda e fecham nas mínimas da sessão, em dia de alívio no exterior
Os ativos domésticos tiveram nova rodada de melhora na última hora de negócios desta terça-feira, 14, com os juros batendo mÃnimas, a Bolsa, máximas, e o dólar ampliando as perdas ante o real. Nos minutos finais da sessão regular, as taxas futuras aceleraram o ritmo de queda principalmente nos contratos do chamado miolo da curva, que normalmente são os mais lÃquidos. Profissionais da área de renda fixa afirmam que o movimento teve caráter técnico, não tendo sido disparado por novidades no noticiário.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou com taxa de 8,17% (mÃnima), de 8,43% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 9,56% para 9,23% (mÃnima). A taxa do DI para janeiro de 2023, também na mÃnima, encerrou em 10,71%, de 11,03%, e a do DI para janeiro de 2025 fechou em 11,39% (mÃnima), de 11,71%.
Segundo explicou um gestor, no caso dos juros, muitos investidores que passaram o dia na ponta contrária, apostando que a melhora dos mercados não se sustentaria, viram sua aposta não se concretizar e resolveram entrar vendendo taxa perto do fechamento. "O mercado esteve tranquilo o dia inteiro. Quem girou contra está zerando (posições)", afirmou.
A trégua na crise cambial da Turquia segue como o pano de fundo a estimular o movimento de correção nos ativos globais. O mercado nutre alguma expectativa de alÃvio depois que grandes empresários do paÃs passaram a pressionar o governo para adotar medidas que estanquem a sangria da lira, reduzam a inflação e para aplicar uma polÃtica monetária mais rÃgida. Há também esperança na melhora das relações diplomáticas com os Estados Unidos, em especial com relação ao pastor americano detido pelo governo turco.
O dólar tinha queda perto de 8% ante a lira por volta das 16h30 e por aqui a moeda à vista era cotada em R$ 3,8668 (-0,56%). Na Bolsa, o Ibovespa ampliou os ganhos, lastreado no bom desempenho do mercado acionário em Nova York e onde os Ãndices de ADRs de empresas brasileiras têm alta forte. Tinha, à s 16h32, avanço de 1,45%, aos 78.621,27 pontos.
Fonte: Estadão Conteúdo