11/08/2017 16h57
Juros fecham em baixa com menor aversão ao risco e inflação nos EUA
Os juros futuros fecharam a sexta-feira, 11, em queda, devolvendo parte da alta acumulada nos últimos dois dias, refletindo menor aversão ao risco geopolÃtico, que também ajuda a valorizar as ações e moedas de economias emergentes. Também favoreceu os ativos domésticos o dado da inflação ao consumidor nos EUA, abaixo do esperado. Internamente, permanece a expectativa com anúncios na área fiscal, em especial uma provável elevação da meta de déficit primário para 2017 e 2018, mas com esperanças de que seja acompanhada de medidas para corte dos gastos, que devem ocorrer na segunda-feira, 14.
Ao final da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (99.310 contratos) fechou com taxa na mÃnima de 8,160%, de 8,180% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2019 (211.765 contratos) caiu de 8,10% para 8,06%. A taxa do DI janeiro de 2021 (240.705 contratos) fechou em 9,39%, de 9,43%, e a do DI para janeiro de 2025 (43.275 contratos) recuou de 10,30% para 10,25%.
O maior alÃvio na curva a termo foi visto no perÃodo da tarde, após as taxas passarem a manhã perto dos ajustes anteriores. No inÃcio da etapa vespertina, renovaram as mÃnimas, em movimento de correção técnica após terem acumulado bastante prêmio recentemente, de forma excessiva na visão de alguns profissionais.
"Houve um certo exagero no avanço dos últimos dias e o pessoal aproveitou o cenário externo mais calmo, com ações e moedas de economias emergentes em alta, para recompor um pouco de posições", afirmou o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, lembrando, ainda, que o VIX, Ãndice de volatilidade considerado como Ãndice do medo de Wall Street, recuou.
O risco Brasil, medido pelos contratos de Credit Swap Default (CDS, na sigla em inglês) de 5 anos estava em 205 pontos-base, quase no nÃvel de quinta (207 pontos), no perÃodo da tarde desta sexta.
Os receios com a tensão entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos continuam presentes, mas nesta sexta em nÃvel menor do que nos últimos dias, na ausência de fatos novos que pudessem agravar o quadro. De todo modo, na última hora do pregão, as taxas futuras reduziram a queda e se afastaram as mÃnimas. O dólar também passou a cair menos. Já em direção à estabilidade, a moeda no segmento à vista recuava 0,08%, aos R$ 3,1725, à s 16h35.
Nos EUA, o Ãndice de preços ao consumidor dos Estados Unidos subiu 0,1% em julho ante junho, abaixo da previsão de alta de 0,2%. O núcleo do CPI, que exclui itens voláteis, como alimentos e energia, também avançou 0,1%, vindo igualmente abaixo da projeção de acréscimo de 0,2%.
Fonte: Estadão Conteúdo