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Economia
24/10/2017 18h00

Juros fecham em leve alta, ainda sob efeito da cautela com exterior e política

Os juros futuros de longo prazo fecharam em alta moderada a sessão regular desta terça-feira, 24, de agenda esvaziada de indicadores e noticiário também fraco. A exemplo da segunda-feira, 23, as preocupações relacionadas ao exterior, principalmente à definição de quem será o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em 2018, que impulsionam o dólar e os juros dos Treasuries, e a expectativa com o placar de votação da denúncia contra o presidente Michel Temer no plenário da Câmara na quarta-feira, 25, levaram os investidores a reduzirem sua exposição ao risco prefixado.

Os contratos de curto e médio prazos, por sua vez, terminaram perto da estabilidade, no aguardo pelo comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) também na quarta-feira.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou em 7,27%, de 7,26% no ajuste anterior e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 8,22% para 8,25%. A taxa do DI para janeiro de 2021 terminou em 8,95%, de 8,91%, e a do DI para janeiro de 2023 avançou de 9,60% para 9,64%.

A pressão mais forte sobre as taxas futuras foi no período da manhã, quando também o dólar rompia o patamar de R$ 3,26. No meio da tarde, a moeda desacelerou ante o real e os juros se acomodaram em alta, distanciando-se das máximas. Às 16h19, o dólar à vista subia 0,83%, aos R$ 3,2602, enquanto lá fora o rendimento dos Treasuries de dez anos estava em 2,405%, ante o patamar de 2,365% da segunda-feira.

O mercado segue embutindo nos preços a possibilidade de uma política monetária nos EUA mais restritiva no ano que vem, diante do aumento das chances de implantação da reforma tributária proposta pelo presidente Donald Trump e da possibilidade de o republicano escolher para comandar o Fed um nome mais "hawkish" (mais austero), como o do economista John Taylor.

Nesta tarde, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou ajustes no sistema tarifário de bandeiras, que vai passar a levar em conta o risco hidrológico, um dos problemas que causam um custo bilionário ao sistema elétrico, mas a notícia não chegou a influenciar as taxas.

A tarifa extra da bandeira vermelha nível 2 saltará de R$ 3,5 para R$ 5 para cada 100 kWh, mas a da bandeira amarela será reduzida de R$ 1,00 a cada 100 kWh.

O encarecimento de quase 43% proposto para a bandeira vermelha nível 2 ainda em novembro pode elevar a inflação do ano em 0,11 ponto porcentual, segundo cálculo do economista Leonardo França Costa, da Rosenberg Associados.

Fonte: Estadão Conteúdo
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