23/06/2022 12h50
Líder do governo fala em desistir de compensar Estados para ampliar Auxílio
O lÃder do governo no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), confirmou nesta quinta-feira, 23, que há uma discussão sobre incluir um aumento do AuxÃlio Brasil, de R$ 400 para R$ 600, até o fim do ano na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos combustÃveis. O senador disse que a ideia é retirar da matéria a compensação a Estados que reduzissem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre diesel e gás de cozinha e, assim, usar os recursos de em torno de R$ 30 bilhões para benefÃcios sociais.
"A gente quer que chegue na ponta o benefÃcio. Não adianta dar R$ 30 bilhões e os Estados, insensÃveis à população, não zerarem o ICMS. Se a gente tivesse o compromisso dos Estados em zerar, talvez esses auxÃlios emergenciais fossem desnecessários", afirmou Portinho.
O lÃder do governo descartou a necessidade de um decreto de calamidade, mas falou em "excepcionalizar" o teto de gastos, a regra que limita o crescimento das despesas à inflação, num momento "emergencial".
"Os recursos são os mesmos que o governo já havia disponibilizado, com uma segurança jurÃdica da possibilidade de excepcionalizar o teto por um momento emergencial, que é de emergência internacional", declarou Portinho.
O governo quer, ainda, conceder um voucher de R$ 1 mil mensais a caminhoneiros e aumentar o vale-gás a famÃlias de baixa renda.
No caso do AuxÃlio Brasil, programa social que substituiu o Bolsa FamÃlia dos governos petistas, Portinho disse que também se discute com o Ministério da Economia uma ampliação da base de beneficiários.
"Temos que garantir o benefÃcio na ponta sem estourar expectativas do Ministério da Economia", disse o senador.
Portinho explicou que o governo está disposto a "colocar na mesa" R$ 30 bilhões na PEC dos combustÃveis e que o valor total do pacote chega a R$ 50 bilhões com o corte das alÃquotas de tributos federais, como PIS/Cofins e Cide, sobre a gasolina e o etanol.
Fonte: Estadão Conteúdo