20/05/2018 17h00
Maia critica alta da gasolina e defende zerar Cide e diminuir PIS-Cofins
Pré-candidato ao Palácio do Planalto, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu neste domingo, 20, que o governo federal avalie a possibilidade de zerar a Cide e diminuir o PIS-Cofins para ajudar a diminuir o preço da gasolina no PaÃs. Ele também prometeu convocar uma comissão geral na Casa para debater, em 30 de maio, outras sugestões para reduzir os preços dos combustÃveis.
"No curto prazo, o governo federal deve avaliar a possibilidade de zerar a Cide e diminuir o PIS-Cofins. Os Estados podem avaliar o mesmo para o ICMS. São ideias de polÃticas compensatórias para enfrentar o momento atual. E estão distantes do congelamento de preços que vimos no passado.", escreveu Maia em sua conta oficial no Twitter. Cide, PIS-Cofins e ICMS são tributos que incidem sobre o preço dos combustÃveis.
Dados divulgados na última sexta-feira (18) pela Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos BiocombustÃveis (ANP) mostraram que o preço médio da gasolina nas bombas terminou a semana em alta. O aumento, segundo a instituição, foi de 0,63%, para R$ 4,284 por litro na média nacional. O valor representa uma média calculada pela ANP, que verifica os preços em diversos municÃpios. Eles, portanto, podem variar de acordo com o local.
"A alta da gasolina me leva a chamar, na Câmara, uma Comissão Geral no dia 30 de maio para debater e mediar saÃdas que atendam aos apelos da população. O preço dos combustÃveis, no nÃvel em que se encontra, começa a impactar negativamente o dia a dia dos brasileiros. Convidarei Petrobras, distribuidoras, postos, governo e estudiosos para buscarmos ações diante da crise geopolÃtica global que encarece os combustÃveis.", afirmou Maia.
No primeiro semestre do ano passado, a equipe econômica chegou a estudar elevar a Cide sobre os combustÃveis para ajudar no cumprimento da meta fiscal de 2017, mas acabou não fazendo por temer desgaste polÃtico. A elevação da contribuição era uma das alternativas avaliadas porque depende apenas de um decreto do Executivo para que passe a valer. O aumento, porém, só passa a valer três meses após a assinatura do decreto.
Fonte: Estadão Conteúdo